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Guia Fortnite: tudo o que os pais de crianças precisam saber sobre o jogo

Muitos pais já devem ter ouvido o nome do jogo Fortnite comentado pelos filhos ou outras crianças, assim como Among Us e Roblox. O Fortnite foi criado em 2011 e tem aumentado cada vez mais o seu número de jogadores. 

Em agosto deste ano a produtora do jogo, Epic Games, afirmou que alcançou o número de mais de 500 milhões de contas de usuários, enquanto no ano passado esse número era de 350 milhões. 

O que é o Fortnite? 

O Fortnite é um jogo online multiplayer (que permite que vários jogadores joguem ao mesmo tempo uma partida) do gênero battle royale, ou seja, que reúne um grupo grande de jogadores que ficam no mesmo local buscando equipamentos como armas, madeiras e ferramentas de construção. Do grupo inicial, apenas um jogador ou equipe sobrevive, ganhando o jogo.

É por esse motivo que quem joga Fortnite fica muito concentrado e bastante tenso durante a partida, pois não é possível pausar.  Além dessa narrativa no Fortnite, é possível explorar e descobrir elementos do mapa do jogo e, em paralelo a isso, derrotar os inimigos. De forma simplificada, podemos dizer que o último vence, ou seja, aquele que sobreviveu a todas as batalhas e conseguiu escapar dos outros jogadores.  

Qual o objetivo do jogo?

O maior objetivo dentro do jogo é vencer os demais jogadores em combates. Para isso, os usuários podem jogar no modo solo, em dupla ou em equipes de no máximo quatro participantes.
Leva vantagem nos confrontos aqueles que melhor explorarem o mapa, conquistando recursos, adquirindo itens ou construindo edificações. Conhecer o mapa é extremamente importante já que assim os jogadores ficam atentos aos momentos de combates. 

O Fortnite é gratuito? 

O jogo é gratuito e tem versões para PC, PS4, Xbox One, Nintendo Switch, iOS e Android. Para baixar o jogo no computador é necessário acessar a página principal do Fortnite, selecionar a opção jogue de graça agora e depois selecionar PC/Mac.

O próximo passo é a criação de uma conta na Epic Games, que é a plataforma que abriga o jogo, como se fosse uma loja de jogos. Alguns dados serão solicitados, como o país, nome completo, nome de usuário, e-mail e senha. O jogo também oferece a possibilidade de criar um usuário com os logins do Facebook ou Gmail. Após esse preenchimento de dados, o usuário deve escolher a pasta de destino que o jogo será salvo no computador. 

Iniciando um jogo no Fortnite

Finalizado o processo de instalação no computador e criação de usuário e senha, é hora de começar a jogar. Para isso, é necessário selecionar o modo battle royale que aparece na tela inicial. 

Modo do jogo: 

Depois de selecionar o personagem e a skin (traje do personagem), há opções de como o usuário pode jogar Fortnite: solo, duos e squads. Dentro dessas possibilidades, o jogador poderá escolher se deseja jogar sozinho, em duplas ou em equipes. 

O jogo começa assim que esses passos forem finalizados. O jogador inicia a partida dentro de um balão voador ou ônibus voador, no céu, e em seguida caem de paraquedas no cenário do jogo. 

Pontos que merecem a atenção dos pais    

Monetização dentro do Fortnite

Sabemos que os jogos e aplicativos têm algumas formas de monetização, ou seja, de ganhar dinheiro, como já explicamos neste artigo. O Fortnite é grátis para baixar e jogar, e não tem anúncios. Então como o jogo ganha dinheiro? Através de compras dentro do jogo. O Fortnite vende alguns itens para usar dentro do game.

Na loja de itens dentro do Fortnite é possível comprar skins (roupas dos personagens), armas e acessórios para customizar o seu personagem e até melhorar sua performance nas partidas. A moeda do jogo é a V-Bucks. Um total de 1.000 V-Bucks custa R$25,00; 2.800 V-Bucks saem por R$62,50 e assim por diante. 

Além dos itens já citados, loot boxes também podem ser compradas na loja. As loot boxes são caixas com itens aleatórios para customizar o personagem. Esses itens são vendidos separadamente nas lojas, mas os usuários são atraídos pelas loot boxes sabendo da possibilidade de encontrar itens raros. As loot boxes têm as mesmas mecânicas de cassinos e podem ser prejudiciais às crianças, como explicamos neste artigo

Nos Estados Unidos, as compras dentro do Fortnite se tornaram um problema para muitas crianças, que sofreram bullying por terem seus personagens default, que significa “padrão”, em inglês. Ou seja, quem jogava com o personagem igual ao que o jogo entregava, sem personalizá-lo com os itens vendidos na loja, era chamado pejorativamente de default.

Essa pressão para personalizar os personagens gera uma falsa necessidade de consumo entre as crianças, até mesmo para se proteger do bullying na escola e dentro do jogo. Ou seja, nem mesmo em casa as crianças estavam seguras e protegidas, já que eram atacadas online através do chat do Fortnite. O consumismo incentivado pelo jogo é uma das principais preocupações em relação às crianças.

Classificação indicativa: 

Como já mencionamos, o jogador que resistir até o fim da partida é o ganhador. Para tanto, além de pensar em estratégias de defesa, é necessário atirar nos inimigos para que eles sejam atacados, o que implicará em cenas de violência.

Apesar dos tiros e de jogadores “morrendo”, não é muito realista. O gráfico do jogo não mostra sangue e quando um jogador morre são os itens que ele guardava que aparecem na tela, e o outro jogador pode coletar esses itens. 

A classificação indicativa do jogo no Brasil sugere que as partidas sejam jogadas por maiores de 12 anos de idade. Já nos Estados Unidos, a indicação é de 13 anos, que é a mesma indicada pela empresa que criou o jogo, a Epic Games. 

Chat aberto durante o jogo: 

Assim como no Among Us, o Fortnite conta com um chat durante o jogo, onde é possível que os jogadores conversem durante as partidas. Nesse caso, no entanto, é possível silenciar o chat da seguinte maneira: 

Selecione o ícone menu e depois configurações. Dentro desse ambiente você encontrará a página de áudio. Para desativar, basta ligar/desligar o bate-papo de voz e gerenciar notificações. Mas é importante ressaltar que isso vai influenciar na habilidade de jogar. 

A dica mais importante tanto para o Fortnite quanto para outros jogos é o diálogo constante com as crianças. Essa comunicação gera confiança nos pequenos e os farão conversar a respeito sobre qualquer situação que considerarem fora do comum dentro do jogo.

Texto: Débora Nazário

NOTA DA EDITORA

Não podemos dizer que Fortnite é um jogo livre de violência, porque existe. São armas, tiros e ganha o jogo quem sobrevive. Por isso, reiteramos a necessidade de diálogo entre pais e filhos em relação ao jogo. Interessar-se pelo o que as crianças gostam e até tentar jogar com os pequenos cria uma proximidade e os deixam confortáveis para procurar pelo adulto caso sintam necessidade. 

Chat e violência

É importante sempre estar atento ao chat caso não tenha silenciado, mesmo que a criança não indique sinais. Perguntar sobre o que conversam e combinar com a criança de checar vez ou outra é importante para protegê-las de pessoas mal intencionadas.

Conversar sobre o que a criança acha daquela violência também é válido, já que o jogo tenta deixar essa questão mais fantasiosa. Muitas crianças nem percebem a violência e não tratam aquilo como violência. 

Consumismo e Bullying

Mas a violência não é o ponto mais frágil do jogo. A monetização, ou seja, a forma como o Fortnite faz dinheiro, é onde os pais devem ter um alerta amarelo sempre ligado. Por isso, nosso posicionamento em relação ao Fortnite é que crianças menores de 10 anos não joguem o jogo porque ainda não entendem como a monetização funciona, que cada item custa realmente dinheiro de verdade. Elas ainda não estão preparadas para esse tipo de modelo de jogo. Para as crianças maiores, conversar sobre isso e estipular um limite e combinados é primordial. Esses combinados vão da realidade de cada família, mas é importante que tenham claro que cada item comprado vale dinheiro.

É importante também conversar como isso afeta a vida social das crianças. Vimos que muitos sofrem bullying na escola por terem o boneco “padrão” no jogo. Fique de olho, conversem sobre isso e fique de olho como seus filhos ficam antes e após jogar Fortnite. Muitas crianças ficam ansiosas e só jogam porque “precisam” estar nesse ambiente, já que todos também estão.

Pontos positivos

Apesar disso, não há como negar que Fortnite ajuda a desenvolver algumas habilidades. Jogos de tiro em geral trabalham bastante a visão espacial, já que geralmente a câmera é em primeira pessoa e é necessário prestar muita atenção em todos os elementos em sua volta para atirar e se esconder. A agilidade também é muito trabalhada, assim como a atenção focal e a atenção global, já que é necessário focar num alvo ao mesmo tempo em que precisa buscar um lugar protegido. 

Podemos citar ainda o plus que o próprio Fortnite premia: construções. No jogo, o usuário pode coletar madeira, pedras, cordas e ferramentas para construir fortes, esconderijos para auxiliá-lo no jogo, e o jogador é beneficiado por cada construção. Assim como Minecraft e Roblox, esse tipo de jogo onde as crianças podem construir é muito benéfico tanto para o desenvolvimento da visão espacial quanto para a criatividade. Falamos mais sobre a visão espacial em jogos aqui

Adolescentes, TikTok e redes sociais: como os pais podem ajudar no equilíbrio saudável entre o limite e a diversão

Você provavelmente ouviu falar no TikTok, a rede social que só cresce e se populariza entre todas as faixas etárias, mas principalmente entre adolescentes. Foi lá que começaram as dancinhas que se vê em todo lugar – e parece que vão continuar se popularizando por um bom tempo. 

No começo de julho Fernanda Rocha Kanner postou em suas redes sociais um longo texto falando sobre a experiência que teve com sua filha Nina, de 14 anos, no TikTok. Fernanda decidiu apagar a conta do TikTok de Nina, com cerca de 2 milhões de seguidores, e sua conta no Instagram. No texto de Fernanda, ela explica o motivo: não quer que a filha passe pela adolescência se emocionando com elogios ou com críticas de quem não conhece, além de achar que atrapalha na descoberta e busca pela individualidade da filha. 

O post viralizou e muitos se colocaram tanto contra quanto à favor da decisão e opinião de Fernanda. Achamos esse tema interessante para pensar no uso das redes sociais por adolescentes. Até onde pode? Esse limite é tão óbvio assim? Tirar o adolescente do TikTok vale a pena?

Diálogo, equilíbrio, regras e claridade

Nós achamos que tudo deve ser conversado. No final das contas, os adolescentes são responsabilidade dos pais e estes prezam pela segurança dos filhos. Pensando nisso, achamos que o melhor caminho é sentar com os filhos e discutir sobre até onde pode e quais são as consequências. Os adolescentes podem até ultrapassar esses limites (muito provavelmente vai acontecer), mas eles saberão que passou do combinado e que terão de lidar com as consequências.

Antes de tomar qualquer decisão, vale lembrar que a infância e principalmente a adolescência são fases onde queremos fazer parte de um grupo, queremos ser aceitos, percebidos, mostrar nosso valor e sentir que somos valorizados. Por isso que os adolescentes gostam tanto das redes sociais como o TikTok, com os likes, visualizações e seguidores. O excesso disso pode ser prejudicial, mas acreditamos que em todas as gerações de adolescentes havia um “fator perigoso”, algo que os adultos se preocupavam porque não conheciam direito, que não gostavam, ou não entendiam. 

Por isso, manter o diálogo é importante. Ok, adolescentes não gostam de conversar com os pais. Mas vale a forcinha nesse quesito, fica mais fácil de perceber quando seus filhos podem precisar de ajuda, além de reforçar que sempre têm o apoio dos pais. Veja bem: não é uma questão de convencimento para os filhos pensem como os pais, mas de clareza e entendimento nas regras e no que foi combinado.

Vale lembrar:

A idade permitida para usar o TikTok no Brasil e Estados Unidos é 13 anos. Usuários mais novos do que essa idade podem ter uma conta no app, mas não é permitido postar nenhum tipo de conteúdo. Infelizmente, essa regra não é muito efetiva, já que é possível criar uma conta colocando outra idade. E é claro que as crianças sabem disso e criam contas no TikTok e outras redes com datas de nascimento que permitem que postem conteúdos.

Algumas medidas podem ajudar na segurança online dos adolescentes no TikTok e outras redes

Deixar o perfil dos filhos privado:

Quando criamos uma conta no TikTok ou outra rede social, escolhemos entre dois tipos de perfil: o público ou o privado. O perfil público é quando qualquer pessoa pode visualizar seus conteúdos, onde você não tem controle de quem pode acessá-los. No perfil privado, apenas os seus amigos/seguidores podem ver o que você posta. Se alguém quiser ser seu amigo/seguidor, a pessoa precisa mandar uma solicitação e você precisa aceitar. Ou seja, você tem total controle das pessoas que acessam o seu perfil e seu conteúdo, e você sabe exatamente quem vê o que você posta. Ter um perfil privado impede que qualquer pessoa visualize o que o adolescente posta e que você acorde com 2 milhões de pessoas seguindo seus filhos nas redes sociais.

Apenas pessoas que seus filhos conheçam: 

Perfis privados no TikTok e outras redes sociais permitem que apenas as pessoas aceitas pelo dono do perfil podem visualizar o conteúdo. Por isso, leve como uma regra: só pode adicionar pessoas conhecidas.

Converse sobre exposição no TikTok e Instagram:

A internet ainda é um lugar de muitos julgamentos, inclusive sobre o corpo (seja lá qual for). Oriente que seus filhos não postem fotos íntimas, sensuais, ou que mostrem muito o corpo, por mais que eles não tenham essa intenção. Outros usuários podem interpretar de diversas maneiras e seus filhos podem ser alvos de slut-shaming (em tradução livre, seria um “tachar de vadia” por violar códigos de vestimentas ou socialmente aceitos) ou body shaming (termo usado para “vergonha do corpo” onde, na prática, é quando ridicularizam e fazem chacota do corpo de outras pessoas),  principalmente meninas. 

O slut-shaming é o ato de humilhar, diminuir e menosprezar uma pessoa, geralmente mulher, por sua vida sexual, pela forma que ela se veste, fala ou se expressa. Um exemplo é quando uma mulher usa uma roupa considerada curta e ouve xingamentos e comentários negativos sobre sua aparência, seu corpo e sua postura como mulher na sociedade. 

Já o body shaming é a fiscalização ao corpo alheio: o bullying quando a pessoa está muito gorda; muito magra; tem muita celulite; seios grandes; seios pequenos, etc. É o bullying na forma de pressão estética. O body shaming ocorre mais entre meninas do que entre meninos, mas é preciso ficar atento independente disso. 

Essas duas formas de bullying atingem o corpo dos adolescentes e pode contribuir para distorções perceptivas do próprio corpo e até distúrbios alimentares. 

Também vale orientar a não postar imagens de onde mora, do uniforme escolar, e coisas que podem identificar os lugares e rotinas de seus filhos. Além de informações pessoais como número de identidade, CPF, etc.

Faça uma conta no TikTok e acompanhe o que seus filhos fazem online (lembre-se de avisá-los que você está os seguindo):

Dessa forma, você consegue ver mais de perto o que eles postam e as pessoas que os acompanham. Muito provavelmente eles terão um grupo de “Melhores Amigos” no Instagram sem você, para postar coisas que não querem que você veja. Mas tudo bem, né? Não queremos dividir absolutamente tudo com todos.

Veja o que os adolescentes fazem nas redes:

Mergulhe nesse mundo e tente entender por quê seus filhos gostam tanto das dancinhas, se for importante para eles. Mostre que você tem interesse pelo que eles gostam. Não precisa se obrigar a gostar, mas demonstre que você tem interesse em conhecer o mundo deles e, principalmente, entender que isso tem valor para eles. Muitos adolescentes não querem que seus pais se interessem pelo que eles gostam, mas ficam mais tranquilos quando sabem que os pais entendem que aquilo é importante para eles. 

Não diminua o que eles gostam ou compartilham: 

Falar que as dancinhas (conteúdo bem popular no app) não servem pra nada ou qualquer tipo de julgamento sobre o que eles fazem traz uma carga muito negativa para o adolescente. Pense bem: se eles procuram por aceitação através disso, imagine como eles se sentem quando seus pais falam que isso é ridículo ou qualquer coisa negativa.

É muito fácil que adolescentes pensem de forma depreciativa sobre eles mesmos ao ouvirem seus pais falando de forma depreciativa sobre que eles gostam. Exemplo: “dancinhas são péssimas e eu gosto de dancinhas. Logo, sou péssimo.”, que é claro que não é verdade, mas é fácil de cair nisso já que é uma fase que a identidade está muito ligada a comportamentos e interesses. Além de tudo, isso afasta os pais dos filhos. Se seus pais vivem diminuindo as coisas que você gosta, porque você continuaria dividindo seus interesses, o que você faz e etc com eles? 

Com essas medidas, não será necessário tomar atitudes mais drásticas como excluir a conta dos seus filhos.

Caso as redes sociais dos seus filhos tomem proporções maiores do que você gostaria, o que fazer?

Nesse caso, excluir a rede social é uma opção, mas saiba que seus filhos não irão gostar da decisão e podem sentir que você não valoriza o que eles trabalharam tanto. Acreditamos que é possível tentar algumas coisas antes de tomar uma medida mais drástica:

  • Deixar o perfil privado e diminuir as publicações ou até não aparecer por um tempo: sim, a conta ainda terá muitos seguidores, mas impedirá que cheguem novos. E com a diminuição de conteúdo, os seguidores naturalmente também diminuem. 
  • Se tiver conteúdos que você acha perigoso, deixe claro que seus filhos não poderão mais postá-los. Também vale excluir esses conteúdos que você considera perigoso.

Caso você ainda opte por excluir as redes sociais deles, deixe que se despeçam do seu público. Muitos adolescentes consideram seus seguidores como uma rede de apoio e até mesmo como amigos. Ajude-os a fazer um texto e a gravar vídeos se despedindo e informando a seus seguidores o que irá acontecer. 

Sabemos que a adolescência é uma fase em que os filhos não querem os pais por perto, e tudo bem. Mas é importante cuidar e acompanhá-los, sem sufocar ou invadir a privacidade. Esperamos que todos consigam levar tudo isso de forma mais saudável.

:: Leia também: Como os games e jogos eletrônicos ajudam no desenvolvimento da visão espacial ::

Por que nossos produtos respeitam os direitos das crianças?

A cada produto novo, pensamos cada vez mais sobre o impacto que o produtor terá na vida das crianças e dos pais. A qualidade, segurança e o propósito do produto são os carros-chefe que puxam outros requisitos, como usabilidade e diversão, por exemplo.

Por isso, compartilhamos aqui o Guia de Direitos das Crianças para Desenvolvedores e Designers, onde traz reflexões e direciona profissionais a melhorarem seus produtos e serviços pensando no melhor que possam oferecer a uma criança, com respeito e responsabilidade. A Explot já têm alguns desses princípios enraizados na empresa, nos funcionários e em suas ideias, e buscamos melhorar cada vez mais adotando as sugestões do guia.

O Designing for Children’s Rights Guide é um guia para desenvolvedores de produtos e serviços crianças criado para o bem-estar das crianças. O material foi criado por mais de 70 profissionais – incluindo designers, desenvolvedores, neurocientistas, psicólogos, especialistas da área da saúde, educadores e experts em direito da criança – num evento colaborativo de 48 horas em Helsinki, Finlândia, em janeiro de 2018.

O objetivo do guia é aperfeiçoar um novo padrão de design e negócios e direcionar o desenvolvimento de produtos e serviços para que tenham enraizados em seus projetos a ética e a busca pela melhor experiência que uma criança pode ter.

INTRODUÇÃO

Apoiando o bem-estar e o desenvolvimento cognitivo e emocional saudável

Queremos que as crianças tenham as melhores oportunidades ao longo da vida. Produtos digitais têm o potencial de melhorar o desenvolvimento infantil e o bem-estar apoiando o processo natural pelos quais as crianças passam.

Questões como desenvolvimento cognitivo e físico precisam ser fortemente consideradas em um contexto de desenvolvimento e mudança de evidências sobre o impacto em que a exposição à mídia digital tem sobre essas questões. Além disso, o papel da família e o efeito da experiência digital no mundo da criança devem ser levados em conta quando o produto ou serviço é projetado para o melhor interesse das crianças.

Reunimos os princípios para ajudar a orientar designers, desenvolvedores e criadores de produtos, serviços e conteúdo para crianças.

Incentivando a autoexpressão, criatividade, aprendizagem e diversão

Crianças são experts em suas próprias vidas e, ao compreender suas perspectivas, problemas e aspirações, somos mais capazes de criar melhores experiências e produtos que atendam às suas necessidades. Devemos nos esforçar para trabalhar ao lado de crianças, para aprender e focar no que elas mais têm interesse.

Para incentivar o conteúdo rico e ético para a autoexpressão, criatividade e diversão:

  1. Comunique-se de forma adequada para a idade, bem como tradução de idiomas
  2. Sempre considere os benefícios e desvantagens do analógico e do digital no desenvolvimento do projeto
  3. Leve em conta os estágios de desenvolvimento incluindo questões como desenvolvimento cognitivo-emocional, social e físico, e crie pesquisas e projetos adequados à idade.

Juntamente com o processo de design, o designer deve manter algumas reflexões em mente e levantar questões como:

“Qual é o papel do designer?”

“Quanto controle as crianças como participantes têm sobre o processo?”

“Qual é a contribuição do designer?”

“O que os participantes recebem em troca”?

Educando a criança como um ser social e cidadão

Vamos desenhar o futuro juntos. Esse futuro reconhece as crianças como pessoas de amanhã e de hoje, por isso, elas devem estar no centro do processo de criação.

As crianças têm o direito de participar e influenciar no desenvolvimento de produtos e serviços que respeitam sua identidade e diversidade.

A participação empodera e protege as crianças, educando-as a serem cidadão e seres sociáveis e promovendo um espaço construtivo que permite a atuação delas.

O design tem a missão de moldar um futuro juntos e criar oportunidades para o impacto positivo. Vamos começar agora.

Garantindo segurança e privacidade

3 fatos simples:

  1. Quase todos os serviços, online e offline, podem ser usados e são usados por crianças. Crianças devem ser consideradas como um público-alvo em todos os processos de desenvolvimento.
  2. Desenvolvedores precisam incluir medidas de privacidade e segurança para todos os usuários, principalmente crianças, nos quatro estágios do ciclo de vida de um produto: Criação, desenvolvimento e período de teste; Descoberta e inscrição de usuário; Uso contínuo do usuário e crise de usuário; Saída do usuário e morte do produto
  3. Desenvolvedores precisam assumir a responsabilidade de incluir crianças no processo de desenvolvimento de seus produtos. Não pode assumir que outra pessoa ou organização fará isso.

PRINCÍPIOS

Todos podem usar

Preciso de um produto que não discrimine características como gênero, idade, habilidade, idioma, etnia e status sócio-econômico. Apoie a diversidade em todos os os aspectos nas práticas de criação e negócios da sua empresa (incluindo publicidade). Tenha em mente que eu possa utilizar o seu produto de maneiras não intencionais e que pode ser que eu use seu produto mesmo que ele não tenha sido feito para mim.

Link para U.N children’s right: NON-DISCRIMINATION

Me dê espaço para explorar e apoie meu crescimento

Eu preciso experimentar, arriscar e aprender com meus erros. Quando houver erros, dê suporte para que eu mesmo/a conserte, ou com a ajuda de um adulto. Encoraje minha curiosidade, mas considere minhas capacidades baseado na idade e no desenvolvimento. Preciso de apoio para adquirir novas habilidades e que me encoraje com desafios dirigidos por mim mesmo/a.

Tenho propósito, então, dê importância à minha influência

Me ajude a perceber o meu valor e o meu lugar no mundo. Preciso de espaço para construir e expressar a forte percepção de mim mesmo/a. Você pode me ajudar a fazer isso me envolvendo no seu produto ou serviço como alguém que contribui (não apenas como um consumidor). Quero experiências que tenham significado para mim.

Me ofereça algo seguro e me mantenha protegido

Certifique-se de que seu produto é seguro para que eu use e não espere que terceiros irão garantir minha segurança. Preciso de um caminho guiado ou um “salva vidas” para me dizer quando algo é perigoso e me informar de como permanecer seguro. Me dê ferramentas para me distanciar daqueles que eu não quer ter contato, facilitando o bloqueio de conteúdos e contatos indesejados. Não me exponha a conteúdos indesejados, inapropriados ou ilegais. Me forneça um modelo de comportamento saudável. Certifique-se que os responsáveis por mim tenham informações necessárias para que compreendam tudo isso, assim como sua importância.

Não utilize meus dados de forma indevida

Me ajude a manter controle sobre os meus dados, me dando opções em relação a quais dados quero compartilhar, para quais fins e como meus dados serão usados. Não colete nada além do que você precise, não monetize meus dados pessoais e não entregue-os a terceiros. Preocupe-se comigo respeitando meus dados.

Crie um espaço para brincar, incluindo uma opção para relaxar

Quando você usar seu produto ou serviço, considere diferentes visões, estados de espírito, e contextos das brincadeiras. Sou ativo/a, curioso/a e criativo/a, mas me oriente a fazer uma pausa e não esqueça de me oferecer um espaço para respirar.

Promova o tempo interativo e o tempo passivo e me encoraje a fazer pausas. Torne mais fácil definir meus próprios limites e me ajude a desenvolvê-los e transformá-los à medida que o meu entendimento sobre o mundo ao meu redor cresce.

Me encoraje a ser mais ativo e a brincar com outras pessoas

Meu bem-estar, vida social, minhas brincadeiras, criatividade, auto-expressão e aprendizado podem ser aprimorados quando eu colaboro e compartilho essas experiências com outras pessoas.

Ofereça-me experiências que me ajudam a construir relacionamentos e habilidades sociais com meus colegas e com a comunidade em que eu estou inserido/a, e me forneça ferramentas para me distanciar daquele que eu não quero ter contato.

Incentive a igualdade em seus produtos e serviços não destacando as diferenças que podem ser usadas para discriminar outras pessoas, como número de amigos e curtidas.

Ajude-me a reconhecer e entender atividades comerciais, principalmente as propagandas

Identifique, marque ou aponte a publicidade de forma explícita para que eu não confunda com outras informações. Indique de forma transparente quando as ações do seu produto ou serviço precisa que eu faça download de conteúdos ou quando precisa que eu me comprometa com o uso exclusivo do seu produto. Certifique-se de que eu entendi completamente todas as opções de compras antes de pagar por elas no seu produto ou serviço.

Use uma comunicação que seja próxima da minha linguagem

Tenha certeza de que eu entendi todas as informações relevantes que têm algum impacto em mim. Considere todas as formas de comunicação (visual, áudio, etc) e torne acessível para todos. Lembre-se que idade, habilidade, cultura e idioma impactam na minha compreensão.

Você não me conhece, então tenha certeza de que você me incluiu

Você deveria passar algum tempo comigo quando projetar um produto ou serviço que pode ser que eu use. Meus amigos, pais e parentes, professores e a comunidade em que eu estou inserido/a também se importam com o seu produto ou serviço, então também os inclua no processo. Nós temos ótimas ideias que podem te ajudar. Também certifique-se de falar com pessoas que são experts nas minhas necessidades.

Guia Roblox completo para pais e mães

Roblox é um dos jogos do momento no mundo das crianças. Por isso, traduzimos o material que o Common Sense Media compartilhou para que os pais possam entender melhor o que é o Roblox e como deixar que seus filhos aproveitem essa plataforma online de maneira segura.

Roblox é uma plataforma de jogos online, e está fazendo bastante sucesso, da mesma forma que causa polêmica. A plataforma do Roblox oferece uma ferramenta sofisticada de desenvolvimento de games onde os usuários podem jogar ao mesmo tempo com muita variedade de jogos, criatividade, competição e socialização: quase tudo isso de graça.

O potencial de ser uma ferramenta de aprendizado é semelhante ao Minecraft. Como o conteúdo do Roblox é gerado pelos próprios usuários, as crianças podem ser expostas a uma variedade enorme de materiais. Muito desses materiais são adequados para pré-adolescentes e adolescentes. Parte deles é apenas irritante, com propagandas incessantes para comprar o “robux”, a moeda do Roblox. E uma parte desse material é muito preocupante, como o comportamento predatório e fóruns com conteúdo sexual explícito.

No entanto, com atenção e cuidado aos sinais de alerta, configurações de privacidade e outras precauções de segurança, as crianças podem ter uma experiência rica e emocionante jogando Roblox. Mas para isso, a sua compreensão de como isso funciona e como seus filhos podem usá-lo com segurança é fundamental.

O que é Roblox?

Roblox é uma plataforma de jogos online onde você pode jogar os jogos que outros usuários desenvolveram ou criar e compartilhar seus próprios jogos usando a ferramenta de desenvolvimento de jogos do Roblox. Quando você se inscreve na plataforma, você pode jogar uma infinidade de jogos, construir e compartilhar suas criações e bater papo com outros usuários no chat do Roblox – tudo isso de graça. Se seus filhos levarem o Roblox a sério, eles precisarão do Robux, a moeda do Roblox, e provavelmente vão querer se inscrever no Builders Club, que oferece recursos adicionais por uma taxa de associação.

Como o Roblox funciona?

O Roblox oferece dois modos: jogar e criar os jogos. Após se registrar na plataforma, o usuário tem acesso irrestrito a ambos os modos (apesar de que a maioria das crianças está lá só para jogar).

O usuário pode escolher dentro de uma infinidade de jogos, desafios criativos e divertidos em várias categorias, desde jogos de tiro a mistérios de assassinatos, esportes e jogos de luta. Infelizmente não é possível procurar os jogos por categoria ou gênero, então encontrar algo que você gosta é um processo de tentativa e erro.

Você também pode baixar o Roblox Studio e trabalhar na construção de seus próprios jogos. A jogabilidade não é nivelada, mas os jogos dos bons jogadores tendem a aparecer no topo do feed. Alguns desenvolvedores amadores usam o Roblox como portfólio. Para as crianças que estão interessadas em criar seus próprios jogos, Roblox oferece muitas instruções, uma enciclopédia e muitos jogadores prontos para ajudar.

Os criadores podem monetizar seus jogos para gerar receita, tanto cobrando para jogar os jogos quanto oferecendo compras no jogo, necessárias conforme o uso – geralmente necessárias para progredir no jogo.

Qual a idade apropriada para o Roblox?

O Roblox não especifica uma idade mínima para utilizar a plataforma. Usuários de qualquer idade podem jogar, criar jogos, entrar em chats e interagir com outros jogadores. A empresa se baseou na teoria construtivista, que promove os benefícios educacionais da curiosidade, do design e da construção e, na teoria, é apropriado para que qualquer pessoa possa utilizar a plataforma e tudo o que ela oferece.

Mas na prática, essa abordagem aberta pode apresentar alguns riscos para crianças, especialmente para as mais novas. Embora o Roblox já tenha algumas precauções de segurança, as crianças continuam sendo alvo para pessoas com más intenções.

Apesar dessa questão, o Common Sense Media classifica como OK para usuários maiores de 10 anos. Insistimos que os pais ajudem as crianças a se protegerem ativando as configurações de privacidade, ensinando como reconhecer os métodos usados pelos predadores para ganhar a confiança de crianças, mostrando para as crianças como denunciar comportamentos inadequados e a bloquear usuários.

:: Leia também: Guia completo de Among Us ::

O Roblox tem controle parental?

O Roblox oferece contas de controle que permite que os pais restrinjam como as crianças podem interagir na plataforma. Você pode controlar se outros usuários podem entrar em contato com seus filhos, quem pode enviar mensagens para eles, quem pode conversar com eles e restringir algumas outras coisas nas configurações de contato.

Para ativar essas notificações, você adiciona o seu endereço de e-mail na conta do seu/sua filho/a e cria uma senha que impede que as crianças alterem as configurações de volta. As contas de controle são opcionais: crianças de qualquer idade podem criar contas no Roblox sem restrições parentais. Nas contas de crianças menores de 13 anos, o Roblox automaticamente define configurações de segurança mais rigorosas, mas uma criança pode alterá-la se não houver a senha dos pais.

Explicamos como funciona o controle parental de forma mais detalhada neste artigo.

O Roblox tem chat de conversa? É seguro?

Roblox encoraja que os usuários interajam pela função Chat & Party. Todos os chats são filtrados, ou seja, linguagem inapropriada é trocada por hashtags. As conversas nos chats de usuários menores de 13 anos são mais filtradas. Roblox também tem pessoas que ficam monitorando a linguagem e o conteúdo dos chats.

Predadores Sexuais são um grande problema no Roblox?

Existem predadores sexuais no Roblox assim como em qualquer outra grande rede social. Consideramos “predadores sexuais” qualquer pessoa que tem intenção de coagir sexualmente outra pessoa. Os predadores se aproveitam do bate-papo fácil e acessível do Roblox para atingir suas vítimas.

Para ter noção do quão fácil é entrar no bate-papo do Roblox: tudo o que você precisa fazer é se inscrever no Roblox para começar a conversar, e a janela Chat & Party aparece em quase todas as páginas do site. Roblox utiliza pessoas e robôs para monitorar para expulsar pessoas que violam os termos de uso da plataforma, mas eles aparecem ocasionalmente.

Para evitar que um predador entre em contato e para jogar de forma mais segura possível, as crianças devem ativar as configurações de contato mais restritivas (encontradas na página de configurações de privacidade). Você pode impedir que qualquer pessoa entre em contato com você ou com seu/sua filho/a desative totalmente o bate-papo ou limite interações para apenas amigos.

É necessário que oriente as crianças para que não conversem com pessoas que não conheçam, a menos que possam verificar se realmente são amigos, ou amigos de amigos, na vida real, e para que não aceitem mensagens privadas de ninguém que não conheçam. Oriente-os para que nunca divulguem informações pessoais, que confiem em seus instintos se alguém os colocarem numa situação desconfortável, e que nunca mudem a conversa para outra plataforma ou rede social.

O que são os “ODers” do Roblox?

OD é a abreviação de Online Dater, que significa “namorador online”. São pessoas que estão nas redes sociais e chats de todos os tipos, inclusive do Roblox, para marcar encontros românticos. Há jogos no Roblox criados especificamente para ODers. Roblox não explicita que ODers são proibidos na plataforma, e ODers não necessariamente atacam crianças (eles podem estar à procura de outros ODers). As pessoas que monitoram os chats do Roblox procuram por conversas e conteúdos inapropriados, já que as regras da plataforma proíbem o bate-papo de cunho sexual.

Há também o tipo de ODers: pessoas que querem apenas fazer amizades. O que acontece é que muitas vezes essas pessoas só se aproximam e ficam amigos dos usuários para conquistar a confiança e fazer com que esses usuários doem Robux.

Se o/a seu/sua filho/a quiser usar o Roblox, é essencial que você analise e revise questões de segurança online com a criança, como identificar possíveis predadores, denunciar e bloquear usuários, e como identificar comportamentos que predadores usam para fazer com que as vítimas confiem neles.

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O que é Robux?

Robux é a moeda do Roblox. Você pode usar para comprar uma série de coisas, como roupas e animações especiais para seu avatar, habilidades em jogos, armas e outros objetos. Há diferentes jeitos de conseguir Robux: você pode comprá-los, obtê-los como parte de sua assinatura (que você pagaria), negociar ou ganhar de outra pessoa que tenha. Você também pode ganhar cobrando dos usuários que jogam os jogos ou cobrando por itens em seus jogos que você criou no Roblox.

Como as crianças ficam sabendo do Roblox?

Há muitos vídeos de usuários jogando os jogos do Roblox no YouTube, Twitch, Miniclip e outros canais de vídeos e streaming. Como o Roblox já é bem conhecido e procurado, esses vídeos têm bastante visualizações e acabam sendo recomendados, por exemplo.

Quanto Robux custa?

Roblox usa o modelo Freemium/Premium. Você pode fazer muitas coisas no Roblox sem precisar pagar por nada, como jogar MUITOS jogos ou usar o Roblox Studio game builder para fazer seus próprios jogos. Mas para fazer qualquer coisa além do básico, como animar o seu avatar ou comprar e trocar armas, é preciso de Robux.

A empresa oferece alguns modelos de assinatura no Builders Club, o programa de sócios do Roblox: o ‘clássico’ custa US$5,95 por mês ou US$57,95 por ano; o pacote ‘turbo’ é US$11,95 mensais ou US$85,95 anuais; e o pacote ‘outrageous’, de US$19,95 por mês ou US$129,95 por ano. Você recebe um certo número de Robux por dia, dependendo do pacote que você comprou.

É possível ganhar dinheiro de verdade no Roblox?

Sim, você pode ganhar dinheiro de verdade com o Roblox. Na verdade, criadores dedicados podem ganhar bastante dinheiro. O Roblox oferece alguns modelos diferentes de geração de receita, incluindo cobrar de outros que acessam o jogo que você criou, cobrança de taxas em seu jogo em troca de itens raros pelos quais outros jogadores estão dispostos a pagar. Para monetizar os jogos, o usuário precisa ter mais de 13 anos, ser um membro do pacote outrageous do Builders Club e ter pelo menos 100.000 Robux na sua conta. E então o usuário pode trocar o Robux por dinheiro real. 100,000 Robux vale US$350.

Outras informações que podem ser úteis:

  • Como existe o Robux, a moeda do Roblox, existem usuários mais “ricos” que outros. Quando um usuário acaba de se cadastrar, ele não tem nenhum Robux, por exemplo. Crianças que não têm Robux podem ser alvos fáceis de cyberbullying. Segundo um usuário que comentou na página do artigo do Common Sense Media, vale a pena comprar US$10 de Robux para que a criança consiga comprar itens para customizar seu avatar e evitar que seja alvo de cyberbullying.
  • Se a criança está sendo alvo de cyberbullying nos chats, é possível bloquear o usuário que está xingando ou ofendendo. Feito isso, a criança não consegue ler o que a pessoa digita no chat.
  • Já aconteceu de usuários usarem os avatares para praticar atos impróprios e sexuais dentro do jogo. Caso isso aconteça, denuncie as contas que estão fazendo isso e, se o jogo tiver um chat, denuncie na conversa e escreva seu relato no bate-papo para que os criadores possam ver o seu comentário.

:: Leia também: TikTok: o que você precisa saber sobre a rede social popular entre crianças e adolescentes ::

Guia de redes sociais para mães e pais da era do compartilhamento

As redes sociais estão cada vez mais presentes nas nossas vidas. Compartilhar a rotina, viagens, o que comemos, quem encontramos e o que estamos ouvindo já não é estranho, tanto que existem pessoas que fazem disso seu trabalho e sua fonte de renda. Em meio a tudo isso, alguns cuidados que precisamos ter nas redes sociais passam despercebidos, em especial por pais e pessoas que vivem com crianças.

Apesar da internet proporcionar coisas muito boas, como redes de apoio de mães e pais, por exemplo, há certos comportamentos que precisam ser revistos e questionados. Será que é saudável que uma criança cresça com tantos momentos de sua vida expostos na internet? A principal ferramenta para continuar saudável nas redes sociais é o bom senso.

Compartilhamos aqui uma tradução do guia de redes sociais para mães e pais feito pelo Common Sense Media para facilitar essa auto avaliação.

Pense antes de postar qualquer coisa.

Para você, a imagem do ultrassom do seu bebê pode ser a coisa mais preciosa do mundo. Para o resto do mundo, é só mais um conteúdo. Plataformas de redes sociais rastreiam dados, os seguidores “julgam” o seu post e suas informações podem ser copiadas, compartilhadas, ou usadas de outras formas.

Faça as três perguntas abaixo para determinar se você precisa expor menos o seu post. Se sim, você pode enviar a publicação para pessoas específicas, criar um grupo privado só com convidados, ou ajustar o seu perfil para o modo privado.

  • Como isso fará outras pessoas se sentirem? Talvez seus seguidores já estejam cansados de ver as fotos do seu bebê no feed. Apesar de ser um problema deles, é um parâmetro para saber se você está postando muita coisa do seu filho. Ou eles podem não concordar com a criação do seu bebê ou a forma como você expõe isso na internet, e pode surgir comentários maldosos em suas fotos.
  • Qual o tamanho da minha rede de contatos? Você pode estar conectado com pessoas que você mal conhece, e você não tem garantia de que essas pessoas tenham interesse ou boas intenções em relação à sua família.
  • Meu perfil é público ou privado? Histórias sobre fotos de crianças que caíram em mãos erradas. Por exemplo, fotógrafos que procuram fotos de bebês para vender, ou pessoas mal intencionadas usando imagens de formas incorretas – são um risco crescente. Essas pessoas conseguem esse tipo de conteúdo em perfis abertos.

Evite o “super compartilhamento” (over-sharenting, em inglês)

O que é o super compartilhamento? Fotos de cocô, constantes compartilhamentos de cada risada, lives de momentos íntimos como amamentação, hora do banho ou da fase em que a criança está aprendendo a usar o banheiro. Pense no conteúdo e na frequência com que você posta nas redes sociais.

Saiba quando se consultar com profissionais

É bom receber informações de seus amigos online, ou dicas de maternidade da blogueira que você gosta pelas redes sociais. Mas em relação ao assuntos mais importantes (como alimentação,saúde e segurança, dinheiro e educação, por exemplo), fale com seu pediatra, professor, consultor financeiro, ou até a sua mãe. As coisas com consequências mínimas, como quando colocar sapatos no bebê ou o melhor momento para cortar as unhas é ok para consultar a comunidade online.

Seja cuidadoso com as “pegadas digitais” dos seus filhos

Muitos pais criam contas nas redes sociais para seus bebês com a intenção da criança usar quando já tiver idade suficiente (13 anos, na maioria dos casos). Enquanto pode ser divertido para parentes e amigos próximos terem notícias da criança, o perfil cria uma “pegada digital” que engloba rastreamento de dados, marketing e outros problemas de privacidade. Se você decidir criar um perfil assim para o seu bebê nas redes sociais, tenha certeza de que há o mínimo de informações possível. Deixe o perfil no privado e evite postar fotos que podem deixar a criança envergonhada quando crescer.

Algumas questões para pensar:

  • Você pode adorar as fotos do seu bebê nas redes sociais tomando banho na banheira, mas como ele ou ela vai se sentir em relação a essa foto quando crescer?
  • Crianças e adolescentes podem não gostar que você utilizou seus nomes para criar contas nas redes sociais em consentimento.
  • As plataformas de redes sociais têm como regra usuários maiores de 13 anos porque as empresas usam os dados – basicamente quem seus amigos, onde você clica e o que você acessa na internet – para criar um perfil demográfico, no qual podem vender para empresas de marketing digital, por exemplo. Os dados não são pessoalmente identificado, mas ainda sim, é muito importante saber e considerar que estão acompanhando os movimentos online de seu filho ou filha deste bebê.

Seja prático

Assine um serviço de armazenamento de fotos. Como sabemos que existem muitos pais que usam as redes sociais como um ‘álbum de fotos’, essa é uma boa solução. Plataformas de armazenamento como Flickr, Google Fotos, e até Dropbox ou Google Drive são ótimas para essa função. Você pode compartilhar com quem quiser e até organizar as fotos em pastas. Estas opções oferecem o pacote gratuito, que tem um certo espaço disponível. Se você precisar e quiser ter mais espaço, você tem a opção de comprar mais espaço.

:: Leia também: O que é preciso saber sobre publicidade infantil? ::

Proteja o seu bem-estar

Fique longe de gatilhos. As postagens de blogueiras ou outras pessoas que você segue que parecem ter uma vida perfeita podem te fazer mal, afinal, você pode, sem querer, começar a comparar a sua situação com o que você consome nas redes sociais. Deixe de seguir contas que fazem você se sentir mal.

Altere suas configurações. A maioria das redes sociais permite silenciar contas, na qual as postagens dessa conta não aparecem mais na sua linha do tempo. Você continua tendo acesso, mas só se visitar o perfil da pessoa. Quem teve a conta silenciada não fica sabendo e você pode voltar atrás quando quiser.

Gerencie suas notificações. Quanto mais o celular te chama, mais você tem vontade de olhar as notificações e conferir as novidades, o que pode se tornar cansativo. Você pode desativar totalmente as notificações (recomendamos, principalmente das redes sociais!) ou permitir que receba apenas mais importantes.

Afaste-se. Os impactos das redes sociais ainda não são totalmente compreendidos. Novos pais podem ser mais vulneráveis, e as redes sociais não ajudam no quesito confiança. Se você tiver mais momentos sentindo-se mal do que bem em relação ao mundo online, e compartilhar fotos da sua vida não te faz se sentir melhor, converse com um profissional sobre o que você está passando.

Google se posiciona em relação às loot boxes: onde afeta meu filho?

Após a polêmica das loot boxes na qual alguns países proibiram a mecânica utilizada pelos jogos, a Google anunciou (em 30/05/2019) novas regras para aumentar a proteção em relação às crianças. Agora, desenvolvedores devem seguir algumas recomendações para lançarem jogos e apps no Android. A série de medidas não afeta as crianças diretamente, mas protege contra algumas ações consideradas abusivas que estão presentes nos jogos de formas sutil, como as loot boxes.

Entre as novas regras publicadas pela Google, a que diz respeito às loot boxes é que apps que oferecem mecanismos para ganhar itens aleatórios de uma compra (as loot boxes) devem divulgar claramente as chances de receber esses itens antes da compra da loot box ser realizada. Isso facilita na hora da pessoa decidir se vale a pena comprar uma loot box quando se tem informação do que pode ganhar. A mesma medida em relação à loot boxes foi tomada pela China e pela Coreia do Sul. Alguns jogos já implementaram a mudança ano passado, antes da nota da Google.

Além das loot boxes, outras medidas que a Google irá implementar é que os desenvolvedores precisam ter certeza de que o app não contém apelo ao público infantil, ainda que não intencionalmente. A Google certifica ainda que verificará mais de uma vez para confirmar e solicitará ajustes quando necessário.

O que isso muda para a proteção das crianças?

Com as novas regras, as crianças serão menos expostas a algumas práticas abusivas dentro dos jogos e apps e na loja da Google Play. As loot boxes ainda continuarão existindo em alguns jogos, mas com mais informações para crianças e pais decidirem se vale a pena comprá-la.

É importante acompanhar seus filhos nas compras de apps e dentro dos jogos, participar das compras e explicar como funciona.

As crianças também estarão mais protegidas nas lojas. Muitos apps e jogos que não são para crianças utilizam figuras, cores e elementos que atraem o público infantil. A partir de setembro, apps que não forem infantis passarão por avaliações para impedir que não chame atenção das crianças. Esta medida protege crianças de apps que não são infantis e, consequentemente, da exposição de conteúdo inadequado para crianças que os apps podem conter.

Reiteramos que a presença dos pais ou de um adulto responsável enquanto a criança utiliza os aplicativos ou navega nas lojas de apps é muito importante e não substitui qualquer tipo de medida de proteção tomada pelas empresas.

Nintendo, Microsoft e Sony também vão mudar as políticas de loot boxes

Nintendo, Sony e Microsoft estão trabalhando em nova atualização das loot boxes para jogos de PC e console. A confirmação veio através de Michael Warnecke, o diretor chefe de política de tecnologia da Entertainment Software Association (ESA).

Segundo Michael Warnecke, Microsoft, Nintendo e Sony assumiram um compromisso com a ESA e vão lançar um nova política nas plataformas em relação às loot boxes pagas até o final de 2020. A nova política irá exigir a divulgação do quão raro é cada item e a probabilidade de obter os itens aleatórios nas loot boxes.

Vale lembrar!

A noção de probabilidade e de identificar as chances reais de ganhar alguma coisa é uma habilidade complexa+. Nem todas as crianças têm desenvolvidas a ponto de conseguirem avaliar se vale a pena comprar uma loot box.

Outros publishers que prometem mudar

Os principais publishers de games da ESA também vão adotar políticas parecidas com a desenvolvida pela Microsoft, Nintendo e Sony para dar mais informações aos consumidores.

A ESA divulgou uma lista de empresas associadas que também irão mudar as políticas em relação às loot boxes. Blizzard, Bandai Namco Entertainment, Bethesda, Bungie, Electronic Arts, Microsoft, Nintendo, Sony Interactive Entertainment, Take-Two Interactive, Ubisoft, Warner Bros. Interactive Entertainment, e Wizards of the Coast.

Em cima do muro

Também tiveram publishers que não se comprometeram em fazer mudanças. São elas: 505 Games, Capcom, CI Games, Deep Silver, Disney Interactive Studios, Epic Games, Focus Home Interactive, Gearbox Publishing, GungHo, Intellivision Entertainment, Kalypso, Konami, Magic Leap, NCsoft, Natsume, Nexon, Rebellion, Riot Games, Sega, Square Enix, THQ Nordic, Tencent, and Marvelous.

Epic Games, do Fortnite, se pronunciou dizendo que no começo do ano, a equipe do Fortnite fez uma mudança no jogo que mostrava quais itens o usuário ganharia antes de abrir a loot box paga (que nesse caso é uma lhama). Também se dizem comprometidos em mudar a política de loot box de todos os jogos da Epic Games.

Já a THC Nordic se pronunciou pelo Twitter dizendo que não firmou nenhum compromisso com a ESA porque não tem nenhum jogo com loot boxes e não planeja ter.

Como configurar o celular para crianças

As telinhas são super populares entre as crianças e isso não é novidade, mas é na televisão que temos mais controle sobre o que a criança vai assistir e/ou consumir. Quando falamos de tablet, celular e dispositivos com acesso à internet, é preciso estar atento a duas coisas: conteúdo e tempo de exposição da criança. Para isso, é importante configurar o celular e manter a segurança da criança.

Quando há uma disponibilidade de conteúdo tão grande na internet, há uma maior necessidade de filtrar o que é consumido pelas crianças. O acesso é fácil e não é preciso muito tempo na internet para encontrar conteúdos inapropriados para crianças. Muitos destes conteúdos estão linkados a vídeos do YouTube para crianças, por exemplo. Por isso, o cuidado deve ser redobrado quando crianças têm contato com celular e acesso à internet.

:: Veja também: Por que nossos produtos respeitam os direitos das crianças? ::

Além da grande quantidade de conteúdo, o próprio celular também é uma ferramenta que precisa de atenção quando está nas mãos das crianças. Os devices vêm com uma série de facilidades como compartilhamento de localização, compras online e etc que podem ser perigosos quando utilizados por crianças. Veja como configurar o celular e alguns apps:

YouTube

Para que a criança fique mais protegida, configure o seu perfil no YouTube para “Modo Restrito” tanto no celular quando no computador.

Ilustração de como configurar o YouTube para crianças ativando o Modo Restrito em celulares e tablets iOS Apple iPhone iPad
Configuração do YouTube num celular iOS
Ilustração de como configurar o YouTube para crianças ativando o Modo Restrito em celulares e tablets Android
Configuração do YouTube num celular Android
Ilustração de como configurar o YouTube para crianças ativando o Modo Restrito pelo computador
Configuração do YouTube pelo computador

Obs:. Se o ‘Modo Restrito’ for ativado somente no celular, ficará desativado no computador. É necessário configurar nos dois separadamente.

IMPORTANTE: apesar do YouTube oferecer essa facilidade, reiteramos isso não substitui a atenção que você deve ter com o conteúdo que a criança consome!

Como configurar o celular da Apple

Assim como os vídeos no YouTube, nem tudo o que está nas lojas de aplicativos e na internet é seguro e apropriado para crianças. Para oferecer mais proteção às crianças, a Apple disponibiliza uma série de opções de restrição de conteúdo e privacidade para aplicativos e sites para configurar o celular.

Se a criança utiliza iPhone ou iPad, você pode limitar o tempo de uso de todos os apps ou apenas alguns, e até proibir acesso. Veja como configurar o celular da Apple:

Ilustração de como configurar e limitar o tempo de uso em dispositivos Apple
Limitar o tempo de uso em dispositivos Apple

Também é possível bloquear com senha algumas ações, como instalar e apagar apps e fazer compras dentro dos aplicativos, por exemplo:

Bloquear ações com senha em dispositivos Apple

Aqui, você tem como Permitir ou não as ações Instalar Apps, Apagar Apps e Compras Dentro de Apps, e a opção de Sempre Exigir Senha ou Não Exigir.

Ainda em Conteúdo e Privacidade, você pode configurar em Restrições de Conteúdo o país, colocar Músicas, Podcasts, Notícias e Livros como Apropriado ou Explícito; permitir faixa etária ou não permitir Filmes e Programas de TV. Na parte Conteúdo da Web, você pode limitar o tipo de acesso que a crianças vai ter a sites. Em Apenas Sites Permitidos há algumas opções que você pode selecionar, ou em Adicionar Site, você coloca a URL um título para identificar.

Compartilhamento Familiar

O Compartilhamento Familiar é uma ferramenta oferecida em dispositivos Apple em que uma família de até seis pessoas pode compartilhar fotos, eventos no calendário, compras no iTunes e App Store e etc. As compras podem ser pagas com um mesmo cartão de crédito e, se feitas por crianças, precisam ser autorizadas pelos pais ou responsáveis legais.

Se a criança tem menos de 13 anos, não é problema: o ID Apple, necessário para participar do Compartilhamento Familiar, pode ser feito se o e-mail dos pais ou responsáveis seja colocado como e-mail de recuperação da conta da criança.

No Compartilhamento familiar, as crianças têm acesso aos mesmos recursos que os outros membros, podendo acessar os mesmos apps, livros, músicas, filmes e programas de TV. A diferença é que você pode configurar o celular, limitando o conteúdo que as crianças podem acessar nos dispositivos delas e outras permissões, como compras na App Store, por exemplo.

Se você quiser utilizar o Compartilhamento Familiar, primeiro você precisa criar uma ID Apple para a criança (ignore esta etapa caso você já tenha feito):

Como configurar o celular iPhone, iPad, iPod Touch

1) Acesse Ajustes > [seu nome] > Compartilhamento Familiar > Adicionar Familiar > Criar uma Conta para uma Criança > Seguinte. Se o dispositivo tiver o iOS 10.2 ou anterior, acesse Ajustes > iCloud > Família.

2) Insira a data de nascimento da criança e toque em Seguinte. Confira se você inseriu a data correta.

3) Leia a “Divulgação de privacidade do responsável” e toque em Aceitar.

4) Insira as informações solicitadas da forma de pagamento e toque em Seguinte. Se não tiver uma forma de pagamento registrada, você precisará adicionar uma.

5) Insira o nome da criança, toque em Seguinte, crie o ID Apple dela (nomedeusuario@icloud.com) e toque em Seguinte. Toque em Criar.

6) Siga as instruções na tela para definir uma senha, selecionar as perguntas de segurança e configurar a conta da criança. Escolha senhas e perguntas de segurança que os dois consigam lembrar.

7) Ative o recurso “Pedir para comprar” para aprovar todas as compras iniciadas pela criança no iTunes, Apple Books e App Store. Você será responsável por todas as cobranças na conta. Toque em Seguinte.

8) Leia os Termos e Condições e toque em Aceitar.Como Criar um Grupo Familiar

Infográfico de como utilizar o Compartilhamento Familiar em iPhone, iPad ou iPod Touch
truth and tales compartilhamento familiar apple crianças controle parental
Infográfico de como utilizar o Compartilhamento Familiar em iPhone, iPad ou iPod Touch
Ilustração de como utilizar o Compartilhamento Familiar no Mac
Infográfico sobre como utilizar o Compartilhamento Familiar no Mac
Ilustração sobre como convidar filhos/filhas pelo Compartilhamento Familiar
Infográfico sobre como utilizar o Compartilhamento Familiar no Mac
Ilustração sobre como configurar o Compartilhamento Familiar
Infográfico de como configurar o Compartilhamento Familiar

Para convidar outros familiares por celular, computador e etc:

No iPhone (celular), iPad ou iPod touch:

1) Acesse Ajustes > [seu nome] > Compartilhamento Familiar. Se o dispositivo tiver o iOS 10.2 ou anterior, acesse Ajustes > iCloud > Família.

2) Toque em Adicionar Familiar.

3) Insira o nome ou o endereço de e-mail do familiar e siga as instruções na tela.

4) Se estiver usando o iOS 11 ou posterior, decida se você quer enviar um convite pelo Mensagens ou convidar o familiar pessoalmente. Depois, siga as instruções na tela.

No Mac:

1) Selecione o menu Apple () > Preferências do Sistema e clique em iCloud.

2) Clique em Gerenciar Família.

3) Clique em + e siga as instruções na tela.Como gerenciar a conta da criança:

Tempo de uso:

Acesse Ajustes > Tempo de Uso e toque no nome da criança. Se precisar criar um ID Apple para a criança, acesse Ajustes > [seu nome] > Compartilhamento Familiar > Tempo de Uso.

Permissão de compras

– No iPhone, iPad ou iPod touch, acesse Ajustes > [seu nome] > Compartilhamento Familiar e toque no nome da criança. Se o dispositivo tiver o iOS 10.2 ou anterior, acesse Ajustes > iCloud > Família e toque no nome da criança.

– No Mac, acesse o menu Apple > Preferências do Sistema > iCloud > Gerenciar Família e clique no nome da criança.

Se você desativar o recurso Pedir para comprar, a criança conseguirá fazer compras, que serão cobradas em sua forma de pagamento, sem notificação prévia.Caso outra pessoa criou o grupo familiar, convidou você e você quer aceitar ou recusar o convite:

No iPhone, iPad ou iPod touch:

Acesse Ajustes > [seu nome] > Convites. Se o dispositivo tiver o iOS 10.2 ou anterior, acesse Ajustes > iCloud > Convites.

No Mac:

Selecione o menu Apple () > Preferências do Sistema > iCloud > Gerenciar Família.

Siga as instruções na tela para aceitar um convite. Ao entrar em um grupo familiar, você talvez precise confirmar as informações da conta e escolher utilizar os recursos ou serviços configurados pelo grupo.

Para informações mais detalhadas sobre o Compartilhamento Familiar, acesse o suporte da Apple.