fbpx

Os Contos Budistas de Jataka para Crianças

A tradição oral faz parte das culturas ao redor de todo o mundo. Era através de contos, lendas, fábulas e histórias que as informações eram disseminadas antigamente, e isso persiste até hoje. Entre os budistas, isso não é diferente. Hoje vamos falar de Jataka, os contos budistas originais da Índia que narram as vidas passadas de Buda Shakyamuni, que viveu entre 563 a.C a 483 a.C.

Contos Budistas de Jataka

Os contos de Jataka são uma coleção de 547 contos budistas de moralidade em que Buda conta algumas de suas vidas passadas e o caminho até a iluminação. O termo Jataka significa “narrativas de nascimentos” no idioma Pali. Apesar de ser parte do Pali Canon, o livro sagrado Budista, os contos são mais folclóricos que religiosos. Nas Jatakas, as histórias budistas, o Bodisatva (quem tem a determinação de iluminar-se, como um aluno antes de ser buda) normalmente nasce como um animal e supera situações de dificuldades ou resolve problemas de forma criativa e cômica. 

As histórias representam, de uma forma direta ou indireta, o incansável aperfeiçoamento do bodisatva ao longo de inúmeros nascimentos nos quais praticou as Dez Perfeições: generosidade, virtude, renúncia, determinação, energia, paciência, amor ou bondade, sabedoria, verdade e equanimidade. 

Cada Jataka representa um desses nascimentos de Buda em diferentes reinos da existência cíclica chamado Samsara e demonstra como funciona a lei de causa e efeito, também conhecido como carma.

Muito mais do que histórias de “era uma vez”, as Jatakas foram utilizadas por conta de seus ensinamentos morais e espirituais.

Por Dentro da Cultura Budista: Quem é Buda

Buda é um título dado no Budismo para pessoas que despertam plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e divulgam tal descoberta aos demais. Esse despertar consiste no entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfeitos e impessoais, e a pessoa que é buda torna-se consciente dessas características da realidade vivendo de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais. 

Buda também pode fazer referência a Sidarta Gautama, um príncipe de uma região do Nepal que abdicou do seu título para se dedicar à busca da erradicação das causas do sofrimento humano e de todos os seres. Nessa busca, Sidarta Gautama encontrou o caminho da iluminação e se tornou mestre e professor espiritual, fundando o budismo.

Três contos budistas de Jataka para Crianças:

O Elefante Branco do Rei

Era uma vez uma manada de 80 mil elefantes no coração do Himalaia. Seu líder era um majestoso elefante branco que era extremamente bondoso. Ele amava muito sua mãe, que já era velha e cega, e sempre cuidou muito bem dela.

Todos os dias o elefante branco penetrava fundo na floresta em busca das melhores frutas silvestres para oferecer à mãe. Ele costumava enviar frutas a ela através de seus mensageiros. Os mensageiros eram um bando de elefantes gananciosos, que comiam as frutas e nunca davam nada para a velha mãe do elefante branco. O elefante branco ficou completamente desapontado com seu rebanho.

Então, ele decidiu abandonar o rebanho e ir com sua mãe para o monte Candorana para morar em uma caverna ao lado de um belo lago que tinha lindos lótus rosados.

Aconteceu que um dia, um forasteiro de Banaras se perdeu na floresta e ficou absolutamente aterrorizado ao se encontrar sozinho na mata fechada. Ele estava chorando amargamente e desesperadamente procurando por alguma ajuda. O elefante branco teve pena do homem e prometeu ajudá-lo. Ele conhecia cada centímetro daquela densa floresta e mostrou para o forasteiro o caminho para a cidade de Banaras. O homem agradeceu ao elefante branco e voltou feliz para casa.

Depois de alguns dias, o forasteiro ouviu a notícia de que o elefante pessoal do rei Brahmadutta havia morrido e ele estava procurando por um novo elefante. O homem pensou que, se contasse ao rei sobre o majestoso elefante branco que tinha visto no monte Candorana, certamente receberia uma recompensa. Então, ele contou ao rei sobre o elefante branco, que decidiu ir em busca do animal no dia seguinte.

O forasteiro então levou o rei e seus homens ao local onde morava o elefante branco. Quando o elefante branco viu o forasteiro, percebeu que era ele quem havia conduzido os homens do rei até ele. Ele estava muito chateado com o egoísmo e a ingratidão do homem. O elefante decidiu não lutar porque isso levaria a um derramamento de sangue desnecessário. Assim, o elefante branco foi junto com o rei e seus homens para a cidade de Banaras.

Naquela noite, quando o elefante branco não voltou para casa, sua mãe ficou muito preocupada. Ela ouviu toda a comoção lá fora e imaginou que os homens do rei deviam ter levado seu filho. Ela apenas se deitou em sua caverna e chorou amargamente.

Enquanto isso, o elefante branco foi levado para a bela cidade de Banaras, onde recebeu uma grande recepção no galpão real dos elefantes. Os guardas prepararam um banquete para ele e decoraram o estábulo com flores perfumadas. Mas o elefante não tocou na comida e nem parecia impressionado com o lindo e confortável galpão. Ele apenas ficou lá com uma expressão triste no rosto.

O assunto foi relatado ao rei, que visitou o elefante branco para descobrir o que o afligia. Ao ser interrogado, o elefante branco contou ao rei sobre sua velha mãe cega. Ele expressou o desejo de voltar para ela, pois em sua ausência ela não seria capaz de se sustentar e morreria.

O rei compassivo foi tocado pela história do elefante e pediu-lhe que voltasse para sua velha mãe cega e cuidasse dela como vinha fazendo o tempo todo. O elefante feliz foi correndo para casa o mais rápido que pôde. Sua mãe reconheceu imediatamente o cheiro de seu filho e ficou muito feliz por tê-lo de volta. Ela abençoou o bondoso rei com paz, prosperidade e alegria até o fim de seus dias.

O elefante branco cuidou bem de sua mãe até o dia em que ela morreu. O rei costumava visitá-lo na floresta. Quando o elefante branco morreu, o rei ergueu uma estátua dele ao lado do lago e realizou um festival anual de elefantes em sua memória. 

:: Leia também: Contos de Grimm: saiba mais sobre as histórias infantis mais famosas do mundo ::

A Cabra Sábia e os Lobos

Era uma vez milhares de cabras que viviam numa caverna montanha acima. Um casal de lobos também viviam por perto, em outra caverna. Tanto a loba quanto o lobo adoravam o gosto de carne de cabra e caçaram as cabras da caverna vizinha uma a uma. Até que sobrou a última das cabras. A última cabra era muito esperta para o casal de lobos e sempre conseguia se livrar deles. 

Certo dia, o lobo disse para a loba: “Vamos pregar uma peça na cabra. Você vai pra caverna dela sozinha e diga que eu morri. Tente ganhá-la através do seu pesar fingindo tristeza e peça ajuda a cabra para enterrar o meu corpo. Tenho certeza de que a cabra irá se compadecer e irá vir aqui com você. Quando ela vier perto de mim, vou morder seu pescoço e matá-la, e nós dois iremos nos deliciar com sua carne.”

O lobo então se deitou e sua esposa foi até a caverna da cabra para encontrá-la e dizer tudo conforme o combinado. A sábia cabra ouviu a história da loba, mas manteve-se sentada dentro de sua caverna. De lá de dentro ela disse à loba: “Minha querida, você e seu falecido marido mataram todos os meus familiares e amigos. Eu não acho que estarei muito segura saindo daqui com você.”

“Não tenha medo, eu estou de luto pela morte do meu marido e, por causa disso, eu decidi não matar nem um animal por uma semana”, disse a loba. “E meu marido está morto agora. Que mal um lobo morto pode te fazer?”

A loba fez de tudo para convencer a cabra a acompanhá-la e conseguiu. A sábia cabra saiu de sua caverna para acompanhar a loba até a outra caverna, mas a cabra ainda não estava segura em relação às intenções da loba e pediu para que a predadora ficasse à sua frente.

O lobo, que fingia estar morto em frente à sua caverna há algum tempo, começou a ficar impaciente. Ele estava com fome e levantou um pouco sua cabeça para ver se a cabra estava vindo com sua esposa. A sábia cabra viu o lobo levantar a cabeça e correu de volta para sua caverna.

“Por que você levantou a cabeça? Nós quase estávamos com as garras nela”, a loba repreendeu seu marido. Ela disse: “Embora sua tolice tenha estragado nossos planos, vou tentar trazer a cabra para a nossa caverna mais uma vez.”

A loba retornou à caverna da sábia cabra e disse: “Minha amiga, sua presença é divina! No momento em que você chegou perto do meu marido, ele voltou à vida. Ele está se sentindo muito melhor. Sou muito grata por você. Vamos ser amigas e ter bons momentos juntas.”

A sábia cabra sabia que a loba estava tentando aplicar o golpe novamente. Então a cabra disse: “Minha amiga, estou feliz por ouvir a boa notícia. Nós temos que dividi-la com todos os animais que pudermos. Levarei alguns de meus amigos para a sua caverna, e então dividiremos bons momentos todos juntos”. 

A loba não fazia ideia de quem eram os amigos da cabra e perguntou: “Quem são seus amigos? Me diga seus nomes”. A cabra respondeu: “Levarei dois cães, o Old Gray e o Young Tan, e um grande buldogue chamado Four-Eyes. Eu pedirei para que levem seus pares”.

A loba ficou com medo dos cachorros e fugiu para sua caverna. Ela contou para seu marido sobre os amigos ferozes da cabra. Então, o casal de lobos saiu correndo e a sábia cabra nunca mais os viu.

Os Touros que Invejavam o Porco

Certa vez, um fazendeiro tinha em sua fazenda dois touros grandes e fortes chamados Vermelhão e Vermelhinho. Ele também tinha um porquinho que morava com os touros. Enquanto os touros trabalhavam bastante no campo, o porco não fazia nada. 

Um dia, o fazendeiro disse que sua filha iria casar e ordenou que seus homens engordassem o porco para a festa de casamento. A partir daquele dia, os homens que trabalhavam para o fazendeiro começaram a alimentar o porco com uma dieta rica e comidas fartas e gostosas.

Diante da situação, Vermelhinho disse a Vermelhão: “Irmão, veja só a sorte desse porco preguiçoso! Ele está comendo todas essas comidas deliciosas sem fazer nada. E nós, apesar de trabalharmos tanto, comemos apenas alguns capins.”

O Vermelhão respondeu: “Querido irmão, não inveje o porco, ele está comendo o alimento da morte. Ele está sendo engordado para a festa de casamento e logo será abatido pelo fazendeiro. É melhor comer grama seca e palha e viver muito do que ter um banquete rico e ser morto.”

Fontes:

Texto: Luisa Scherer

Contos de Grimm: saiba mais sobre as histórias infantis mais famosas do mundo

Com certeza você já ouviu as histórias da Cinderela, Rapunzel, Branca de Neve, João e Maria, e o Pequeno Polegar. Muitos deles tornaram-se clássicos filmes infantis que encantaram gerações e continuam presentes na vida das crianças. Essas e muitas outras histórias fazem parte dos Contos de Grimm

Como já falamos sobre as fábulas de Esopo, hoje vamos abordar outras histórias populares infantis: os contos de Grimm.

O que são os Contos de Grimm

Os contos de Grimm são compostos por contos de fadas, fábulas e outros contos publicados pelos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm. São 2 coletâneas: a primeira com 86 histórias, publicada em 1812; e a segunda coletânea publicada em 1814 com 70 histórias. As coletâneas tiveram diversas edições, e histórias foram adicionadas e retiradas entre uma edição e outra. Além dos dois volumes de contos, os Irmãos Grimm também publicaram uma pequena seleção de 50 contos para o público infantil em 1825.

Inicialmente, os Irmãos Grimm publicaram os contos com o objetivo de preservar a cultura oral das histórias populares que ouviam na Alemanha, país onde viviam. Por isso, muitos contos não eram adequados para o público infantil: havia personagens cruéis, violência e mensagens subliminares sexuais.

Mas todos os contos faziam parte do imaginário da Alemanha do século XIX e da cultura oral que havia sobrevivido até então. As histórias ajudavam as pessoas no enfrentamento de desafios e na transmissão de sabedoria daquela cultura. 

Outro objetivo dos Irmãos Grimm com o registro das histórias era de fazer um levantamento dos elementos linguísticos para fundamentação dos estudos filológicos da língua alemã. De forma resumida, eles queriam que as tradições, cultura e língua alemã fossem registradas e preservadas, já que nessa época, as terras que hoje compõem a Alemanha eram constantemente ameaçadas pelas guerras napoleônicas.

Moral da história

Os contos mais comuns que apresentam moral da história também são as Fábulas de Esopo. Os contos de Grimm não apresentam a moral da história tão abertamente, apesar de ter um ensinamento. Apesar disso, muitas adaptações dos contos adicionam uma moral da história para deixar claro qual ensinamento passar para a frente.

Como explicamos mais detalhadamente o artigo sobre as Fábulas Gregas, acreditamos que ter uma moral da história limita o aprendizado e ensinamentos que a história pode ser. Afinal, uma história pode ter muitas interpretações e cada pessoa pode enxergar e absorver sabedorias diferentes do mesmo conto.

A evolução dos contos ao longo do tempo

Jacob e Wilhelm não estavam muito preocupados no teor das histórias que registravam, afinal, o trabalho ali era para manter a cultura viva. Era comum encontrar cenas de mutilação, mães sendo retratadas como vilãs, vingança violenta, finais aterrorizantes e muita tragédia. 

O problema é que a primeira edição foi publicada em 1812 como “Contos Infantis Domésticos”, e não foi um sucesso de imediato – já dá pra imaginar os motivos. Nas últimas edições publicadas pelos irmãos, eles adaptaram e modificaram os enredos para que as histórias ficassem mais próprias para as crianças.

Os Contos de Grimm atualmente

Os Contos de Grimm permaneceram no imaginário cultural da Alemanha e cruzaram fronteiras ganhando o mundo inteiro. Os filmes mais clássicos da Disney são adaptações dos Contos de Grimm; teatros de diversos países são palco para musicais e peças das histórias dos irmãos, e diversos livros de adaptações e releituras foram publicados. 

Os contos de hoje são diferentes dos originais e ainda dos que foram adaptadas pelos próprios irmãos Grimm. As histórias sofreram várias mudanças ao longo do tempo para fazer sentido com o contexto histórico e cultural de cada época e país.

Apesar disso, os Jacob e Wilhelm conseguiram cumprir com seu objetivo inicial: que a tradição oral alemã continuasse viva ao longo das gerações.

Teaching Stories x Contos de Grimm

As Teaching Stories também são contos milenares, assim como os dos Irmãos Grimm. Enquanto as Teaching Stories transmitem a sabedoria de um povo e cultura, os Contos de Grimm tinham a intenção de difundir costumes e regras sociais. Além dessas, as Teaching Stories e os Contos de Grimm tem outras diferenças.

A principal diferença é a necessidade de adaptação. As Teaching Stories viajam gerações sem a necessidade de grandes adaptações, já que a sabedoria transmitida está ligada à estrutura do conto. Nas Teaching Stories, é possível trocar o gênero dos personagens e mudar os animais das fábulas, por exemplo, sem perder a essência da história. A necessidade de adaptação das Teaching Stories está nos detalhes, já que a transmissão de sabedoria transcende os personagens e detalhes narrativos, tornando-as adequadas ao longo das gerações.

Já os Contos dos Irmãos Grimm precisam de cada vez mais adaptações para se adequar às gerações. E a necessidade de adaptação vem se tornando necessária cada vez mais rápido com a mudança de paradigma em relação à misoginia, racismo, e a busca por equidade, por exemplo. É difícil encontrar um conto antigo que não peça adaptações para a geração das crianças de hoje, mas os Contos de Grimm são estruturados de forma que perdem o sentido diante de muitas mudanças narrativas. Muitos elementos dos Contos de Grimm são amarrados: desde personagens, detalhes físicos e de personalidade dos personagens, à narrativa e à estrutura. Isso dificulta que o objetivo principal dos contos permaneça nas adaptações necessárias para adequar os contos às gerações futuras, já que os costumes e as regras sociais mudaram muitos desde a publicação dos contos.

No aplicativo Truth and Tales tem Teaching Stories para as crianças! É oferecido em dois formatos: contos interativos e audiobooks ou audio livros. Nos contos interativos, as crianças podem ouvir e ler a história ao mesmo tempo, e ainda se divertem com os jogos e interações; já nos audiobooks, as crianças só escutam a história, podendo ser usado em momentos que pedem mais tranquilidade como a hora de dormir ou uma viagem de carro.

Histórias que utilizam o humor são benéficas para o cérebro e o desenvolvimento cognitivo

A infância é um período repleto de aprendizados e, como já explicamos neste texto, o desenvolvimento cognitivo está sendo estimulado a todo tempo quando somos pequenos. Histórias que utilizam o humor também têm um papel importante nesse desenvolvimento.

A cada novo estímulo que as crianças recebem, elas passam a explorar o mundo, os sentidos e, dessa maneira, aprendem e interagem com o ambiente que as cerca. A leitura de histórias é uma forma de estimular esses aprendizados. 

Neste texto, apresentamos informações de que a leitura estimula o crescimento de matéria branca no cérebro, que é um conjunto de fibras nervosas no cérebro que o ajudam a aprender e funcionar. 

Os benefícios das histórias com humor para as crianças

Os pesquisadores Olufolake Orekoya, Edmund SS Chan e Maria PY Chik, ambos da Universidade Batista de Hong Kong, escreveram um artigo onde explicam como a leitura e, principalmente, a literatura com elementos de humor, pode ser benéfica para o aprendizado das crianças. 

Eles apresentam uma investigação de dois anos sobre aprendizagem e ensino de literatura infantil realizadas por cinco universidades com alunos do ensino fundamental, que revelou que a maioria das crianças prefere ler livros que as façam rir

Os resultados mostraram ainda que o que torna os alunos leitores ativos são livros de histórias engraçadas. O estudo relatou as preferências das crianças sobre a leitura, que vão desde histórias engraçadas, histórias de aventura, fantasia e outros. 

As crianças são facilmente adaptáveis ​​ao vínculo entre humor e criatividade, que auxiliam no desenvolvimento cognitivo. Conforme as crianças vão crescendo, ou seja, quando tornam-se mais maduras cognitivamente, elas podem apreciar diferentes formas de humor presentes nas histórias.

Leitura, humor e desenvolvimento cognitivo

O artigo afirma que a apreciação do humor está intimamente relacionada ao desenvolvimento cognitivo. Quando uma criança está envolvida na apreciação do humor, ela pretende terminar um exercício de resolução de problemas para identificar e desdobrar as incongruências ocultas abaixo dos estímulos de humor (Zigler, Levine, & Gould, 1967).

A literatura acadêmica confirma os benefícios e a importância do humor para a aprendizagem social na escola a nível cognitivo, afetivo e comportamental, uma vez que facilita o ambiente de aprendizagem lúdica, diminui a ansiedade de aprendizagem, estimula a motivação de aprendizagem dos alunos e aprofunda relação professor-aluno (Davies & Apter, 1980). 

Quando as crianças lêem textos humorísticos, elas se envolvem em um “jogo cognitivo”, “onde as palavras e conceitos são usados ​​de maneiras que são surpreendentes, incomuns e incongruentes, ativando esquemas com os quais não estão normalmente associados” (Martin, 2007, p. 109; Shultz & Robillard, 1980). 

Segundo Rod A. Martin, a leitura como atividade cognitiva pode ativar a emoção positiva de alegria (ou seja, prazer), levando ao aprimoramento da criatividade, memória e virtudes sociais que incluem senso de responsabilidade, ajuda e generosidade. 

As teorias do humor

John Morreall, que é Doutor em Filosofia e Professor Emérito no College of William and Mary em Williamsburg, avaliou três teorias tradicionais do riso e do humor: a Teoria da Superioridade, a Teoria do Alívio e a Teoria da Incongruência. A partir dessas teorias, ele apresentou uma nova na qual afirma que o humor é um jogo cognitivo.

John explica que nem sempre o riso é sobre pessoas e, portanto, não há necessidade de comparação de pessoas, como o que era afirmado na Teoria da Superioridade do humor. Ele conta que podemos ser divertidos por um comediante de palco tendo uma impressão perfeita de alguma estrela de cinema sem nos comparar com aquele comediante ou estrela de cinema. E mesmo que nos comparemos com pessoas de quem estamos rindo, não precisamos nos julgar superiores a elas. Eles podem nos fazer rir ao nos surpreender com habilidades que nos faltam, por exemplo. 

Durante dois mil anos a Teoria da Superioridade era a explicação mais aceita para explicar o humor. As teorias que surgiram posteriormente, já no século XVIII, foram a Teoria do Alívio e a Teoria da Incongruência. A Teoria do Alívio dizia que o riso funciona como uma válvula de escape em um tubo de vapor, liberando a energia nervosa acumulada.

Essa teoria, contudo, passou a ser questionada. O ato de falar e, nessa fala, existir elementos de humor, não parece exigir emoções, além de que algumas experiências de diversão também dependem apenas da surpresa. A Teoria da Incongruência foi uma das mais aceitas no século XX, já que afirmava que o humor é uma reação a algo que viola nossos padrões mentais e expectativas

As reflexões acerca das teorias do humor

Diante das teorias do humor apresentadas, o professor John Morreall elencou quatro percepções. Primeiro, o humor é um fenômeno cognitivo – envolve percepções, pensamentos, padrões mentais e expectativas. Em segundo lugar, o humor envolve uma mudança de estado cognitivo. Em terceiro lugar, essa mudança cognitiva é repentina. E em quarto lugar, a diversão é prazerosa

A esses insights ele adicionou outros: 

1) o humor é uma atividade não séria em que suspendemos a preocupação prática e a preocupação com o que é verdade. 

2) o humor é principalmente uma experiência social.

3) o humor é uma forma de jogo em cujo riso serve como um sinal de jogo. Cunhando o termo mudança para uma mudança repentina, podemos dizer que o humor envolve o prazer de mudanças cognitivas.

Juntando todas essas ideias, ele apresentou a seguinte teoria da diversão humorística:

A risada causa nas pessoas uma experiência de mudança cognitiva e que seu desligamento lúdico e seu prazer são expressos em risadas, que sinaliza para os outros que é possível relaxar e aproveitar a mudança cognitiva.

Como o humor afeta o cérebro

Brian David Boyd, professor da Universidade de Auckland da Nova Zelândia, em artigo publicado explica que o riso, embora muitas vezes desencadeado por palavras, é em si pré-verbal e não verbal

Segundo trecho do artigo, “risos e soluços são “as duas primeiras vocalizações sociais que as crianças fazem”. Ao contrário da fala, eles são muitas vezes involuntários, socialmente contagiantes e com valência emocional consistente. Eles não requerem uma boa articulação, mas apenas uma alternância da presença e ausência de sons vocais, sobrepostos a posturas bucais relativamente mais estáveis, e seu motor a atividade depende do mesencéfalo e dos circuitos do tronco encefálico, e não do centros superiores da fala”. 

O treinamento para o inesperado

Essa partilha confiante de expectativas que acontece na comunicação verbal é essencial para o jogo social. Isso também ocorre em jogos ou brincadeiras, para que haja espaço possível para o inesperado.

Expectativas compartilhadas em que permitem que surpresas nos peguem desprevenidos, que simulam riscos e estimulam a recuperação, são a chave não só para todos os tipos de jogos, mas também para humor. Nas piadas, muitas vezes somos preparados para a surpresa, mas apesar de buscar antecipar uma resolução inesperada, a piada ainda nos pega desprevenidos, mas de uma forma que permite tropeçar em nossas expectativas para ser seguido por uma rápida recuperação de equilíbrio.

O riso nos une

O artigo também fala do nosso próprio reconhecimento. Quando compartilhamos tais expectativas nas interações com os outros, nossa diversão torna-se socialmente vinculativa. Isso também acontece no jogo físico que, através de sua dependência do comportamento daqueles que interagem, também serve para nos unir.

Se uma pretensa piada não nos pega de surpresa, não vamos achar engraçada. Por outro lado, lançar uma piada com preparação insuficiente do seu contexto também pode não causar riso no outro. 

Mas se nossa expectativa diante de uma narrativa de piada foi preparada, se sabemos que uma piada está chegando e nós ainda acharmos que a piada nos pega de surpresa, vai ser ainda mais engraçado: assemelha-se exatamente à relação entre a expectativa geral aguçada de jogo e os animais humanos – que especialmente gostam de brincar. 

Por fim, o professor Brian apresenta em seu artigo um questionamento feito pelo filósofo Daniel C. Dennett: o que homo sapiens ganha com o riso? Por que o riso e o humor teriam evoluído como comportamentos que importam tanto para nós?

E a resposta dele foi a seguinte: “O riso, ao sinalizar nosso prazer no jogo cognitivo, convida e nos encoraja a preparar surpresas divertidas uns para os outros. Jogando socialmente com nossas expectativas, ele reforça nosso senso de solidariedade, nosso reconhecimento do enorme conjunto de expectativas que compartilhamos; nos treina para lidar com e até mesmo buscar o inesperado que nos cerca e pode ampliar ainda mais as nossas expectativas. O riso pode também oferecer uma “advertência lúdica” para aqueles que divergem deles de maneiras que rejeitamos.”

Débora Nazário

NOTA DA EDITORA

Agora que já sabemos que a função do humor nas histórias e da preferência das crianças por contos engraçados, vamos de dicas de leitura!

O Truth and Tales, app que desenvolvemos, tem histórias cheias de humor e reviravoltas! As histórias são Teaching Stories, que você pode saber mais aqui. As Teaching Stories costumam usar bastante o humor para trabalhar o preparo ao inesperado, por exemplo. Além de dar um toque todo especial para a história. 

O conto A Criança e o Dragão do Truth and Tales traz vários personagens engraçados e diálogos cheios de humor, além de reviravoltas que o leitor não espera.

Baixe o app e experimente ler, ouvir e jogar nossas histórias!

Por que a leitura é tão importante?

A leitura é uma forma de comunicação e a taxa de alfabetização é um dos medidores de desenvolvimento dos países do mundo inteiro.  Mas se tratando de saúde e desenvolvimento infantil, por que é tão importante?

A leitura é uma habilidade exclusiva do ser humano, e há um espaço no cérebro exclusivo para ela e para o seu desenvolvimento.

A leitura estimula o crescimento de matéria branca no cérebro. A matéria branca é um conjunto de fibras nervosas no cérebro que o ajudam a aprender e funcionar de modo geral. Ler não só aumenta matéria branca, mas também ajuda a informação ser processada de forma mais eficaz.

A grosso modo, existem três tipos de inteligência: cristalizada, a fluida e a emocional. 

  • A  inteligência cristalizada é a mistura de sabedoria que compõe o nosso cérebro. São informações e conhecimentos potencialmente úteis que, em conjunto, formam a base da capacidade de navegar e prosperar no mundo. 
  • A inteligência fluida é a habilidade de resolver problemas, entender as coisas e identificar padrões. 
  • E a inteligência emocional é a capacidade de ler e responder os sentimentos, seus e dos outros. 

A leitura desenvolve e apura esses três tipos de inteligência. 

Se somarmos a leitura à outros idiomas, os benefícios vão além. Além de desenvolver as habilidades de comunicação, ler em outra língua aumenta as regiões do cérebro envolvidas na navegação espacial e no aprendizado.

:: Leia também: Atividade física, brincadeiras e muita diversão: saúde para as nossas crianças! :: 

Por que o Truth and Tales ganhou selo de ouro do Mom’s Choice Awards?

Temos o orgulho de anunciar que o Truth and Tales ganhou o selo de ouro no Mom’s Choice Awards!

O Mom’s Choice Awards é uma plataforma que avalia produtos e serviços desenvolvidos para crianças, famílias e educadores. O Mom’s Choice Awards é reconhecido por estabelecer um referencial de excelência em mídia, produtos e serviços voltados para a família. O Mom’s Choice Awards é um programa dos Estados Unidos, mas já avaliou milhares de itens em mais de 55 países.

Os itens são avaliados pelo Mom’s Choice Awards na qualidade de produção, design, valor educacional, valor de entretenimento, originalidade, apelo e custo. Os avaliadores do Mom’s Choice Awards são interessados nos itens que promovem o bem, que são inspiradores, e que auxiliam famílias a crescer emocionalmente, fisicamente e espiritualmente.

Para que o Truth and Tales fosse avaliado como selo de ouro do Mom’s Choice Awards, o app cumpriu com todos os requisitos citados com excelência, mas podemos citar alguns dos destaques.

Quais os diferenciais do Truth and Tales?

O tipo de história

Podemos começar com a qualidade dos livros: a curadoria do Truth and Tales é feita por neurocientistas, médicos e profissionais da educação que participam de congressos e eventos, estando em constante atualização.

Por isso as teaching stories foram selecionadas para o Truth and Tales. Elas contêm importantes elementos que não só ajudam as crianças na alfabetização e no contato com a leitura, mas também auxiliam no crescimento da criança como ser humano consciente.

O Truth and Tales atua no desenvolvimento cognitivo, no equilíbrio emocional com o reconhecimento das emoções, nas habilidades de negociação, além de trabalhar atributos como empatia e percepção.

A narrativa

A narrativa foi pensada para que a criança fosse surpreendida pelos personagens. O vilão que não é malvado, o “erro” que não deu errado, e os adultos que não sabem tudo. Com tantas histórias que trazem essa dicotomia vilão/mocinho, errado/certo, adultos que sabem de tudo/crianças que não sabem nada, os pequenos leitores vão relacionando isso com o que acontece na vida e tomando como verdade. E nosso norte é o equilíbrio, não a polarização.

A sutileza em seus diferentes graus também é um fator importante no Truth and Tales. Os contos são profundos e a percepção vem em ondas – de forma gradual e aos poucos. A criança que leu os contos aos 5 anos terá uma experiência diferente de quando leu depois aos oito, percepções diferentes. As fichas caem aos poucos e de forma bem específica e pessoal de cada pessoa. A necessidade de cada um é muito diferente, e as teaching stories atuam de acordo com elas.

Por dentro do Truth and Tales

O design é, sem dúvidas um ponto forte do Truth and Tales. Além de deslumbrante, foi pensado para uma leitura calma e tranquila, com cores que não super excitam o cérebro das crianças. Tudo isso somado às animações e interações que proporcionam uma experiência rica e divertida.

As mecânicas de jogo também foram muito bem pensadas. Fizemos um livro interativo, onde a criança tem o privilégio de explorar os personagens e o cenário. No começo de cada livro, ensinamos à criança como funciona essa interação de forma que ela nem percebe, e a partir daí, é uma surpresa a cada toque diferente nos cenários do livro. Dar liberdade para que as crianças parem, apreciem, busquem detalhes e coloquem atenção no que estão utilizando foi algo que fizemos questão de trazer para o Truth and Tales.

O Truth and Tales também conta com fonte otimizada para dislexia em todo o app. A ferramenta de karaokê também ajuda com a leitura das crianças que estão em fase de alfabetização. Enquanto a narradora conta a história, as frases aparecem no canto inferior do aplicativo, ficando amarelas quando as palavras são lidas.

Truth and Tales foi concebido e produzido com base nos estudos e pesquisas mais atualizados em relação a games e crianças. O app não foi feito para que as crianças não larguem o celular, afinal, não é recomendado que crianças entre 5 e 7 anos fiquem mais de 1 hora por dia expostas às telas, e entre 8 a 10, 1h30.

eBook da UNICEF sobre brincadeiras para bebês e crianças pequenas

Muita gente tem dificuldade em brincar com bebês por não saber quais atividades são indicadas para os pequenos. A UNICEF disponibiliza um eBook bem completo e objetivo com várias dicas para brincar nas diferentes fases de bebês e crianças pequenas.

Já na introdução, o eBook explica a importância da brincadeira de qualidade e os resultados positivos que trazem para as crianças.

O eBook é dividido em duas partes: 0 a 1 ano e meio e 1 ano e meio a 3 anos. Nas duas partes consta uma explicação das fases daquela idade: no que prestam atenção, habilidades desenvolvidas, etc, e brincadeiras que podem ser inseridas e exploradas de acordo com a fase que o bebê ou a criança está passando.

O eBook é super completo, com uma linguagem acessível e bem democrático. Para baixar o material, você precisa acessar este site e fazer um cadastro no site da UNICEF. O eBook chega no seu e-mail assim que você completar o cadastro.

O eBook “Brincadeira de Criança – Brinquedos e brincadeiras para bebês e crianças pequenas” é uma adaptação contextualizada do material “Brinquedos e Brincadeiras de Creche – Manual de Orientação Pedagógica” elaborado pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Básica, com a parceria do UNICEF em 2012.

Como as Teaching Stories podem ser combinadas com a tecnologia?

Depois do nosso último post, imaginamos que você já saiba os benefícios das Teaching Stories. Mas onde podemos identificar os elementos das Teaching Stories nas histórias e contos?

Organizamos um material baseado no Truth and Tales, o nosso aplicativo, explicar melhor como as Teaching Stories se dão na prática.

Além dos benefícios das Teaching Stories, os livros têm outros destaques, como a opção de serem narrados ou sem som para a criança ler sozinha ou acompanhada dos pais. As histórias contarão com uma ferramenta de karaokê, onde as palavras lidas pelo narrador ficam amarelas, facilitando na leitura e auxiliando as crianças em alfabetização. Também serão interativos, dessa maneira, a criança não será uma mera espectadora: ela poderá participar da história e ter uma experiência mais imersiva.

Nesta cena da história que lançamos no aplicativo há alguns elementos das Teaching Stories:

Infográfico de teaching stories. Foto de menina com um buquê de flores ao lado de um dragão desenhado. Os itens Negociação e Empatia saem do dragão, e os itens Padrões de comportamento e Negociação saem da criança.
Benefícios das Teaching Stories

O que acontece na cena da Teaching Stories é o seguinte: a criança precisa de um elixir para resolver seus problemas. O elixir se encontra dentro na caverna do dragão. Antes de encontrar o dragão, a criança passou por uma vila onde os aldeões estavam bravos e com raiva do dragão porque ele soltava fogo e queimava tudo. A criança e o dragão conseguem resolver a questão de uma forma diferente do que costumamos encontrar em histórias infantis.

Elementos presentes no exemplo acima e nas Teaching Stories:

1) Negociação: Criança e Dragão precisam de coisas que desejam. A Criança chega na caverna do Dragão sabendo que ele tem o que ela precisa. Ele dialoga com ela e, conversando e cada um expondo seus motivos e pontos de vista, conseguem chegar a um acordo em que ambos saem felizes.

2) Padrões de comportamento: as personagens que compõem as Teaching Stories não têm um padrão comportamental, ou seja, não há heróis, mocinhos ou vilões. Neste caso, a criança, que é a personagem principal, quer enfrentar o dragão antes mesmo de conhecê-lo.

Nos contos mais “tradicionais”, personagens principais não demonstram sentimentos considerados negativos de forma explícita, como raiva e tristeza. Antes do Dragão aparecer em cena, ele era tido como o antagonista. Ao desenrolar do conto, a criança se surpreende com o comportamento do Dragão, e percebe que ele não é quem parecia ser.

3) Empatia: Quando a Criança e o Dragão dialogam sobre os motivos pelo qual ele sopra fogo, ela entende e percebe seu problema, e se coloca em seu lugar.

4) Percepção: A Criança chega na caverna do Dragão disposta a derrotá-lo e conseguir o que deseja. Tanto o Dragão quanto a Criança percebem que ambos têm problemas a ser resolvidos e que nenhum deles é bom o mau por conta disso, após se conversarem e conseguirem ver o lado de cada um.

Estes elementos são colocados nas Teaching Stories dentro de uma estrutura particular onde a criança absorve de forma fluida, já que o contexto em que estão inseridos é coerente.

O que são Teaching Stories?

Histórias e contos são elementos presentes na vida de crianças de quase todas as culturas do mundo. É por meio delas que sabedorias, valores e costumes permanecem vivos através das gerações, seja durante a infância ou ao longo da vida. Conheça as Teaching Stories!

Mas será que as histórias infantis tradicionais, que estão presentes em muitas culturas principalmente ocidentais, transmitem a mensagem com o mesmo objetivo de quando foram criadas? Será que elas contém os elementos necessários para que a mensagem e intenção iniciais permaneçam intactas ao longo dos anos?

Existem alguns contos orientais que foram criados com alguns elementos permitindo que a intenção real sobreviva e toque muitas pessoas através das gerações.

As Teaching Stories não trazem moral da história nem repetição de padrões já conhecidos e naturalizados pelas pessoas – característica esta que muitas histórias folclóricas repetem . Este tipo de história utiliza certas palavras e eventos que, organizadas de tal maneira, atuam no cérebro de forma diferente.

Como funciona?

Os modos surpreendentes com que os personagens das Teaching Stories conseguem solucionar um desafio incentivam o cérebro a ampliar e perceber novas possibilidades, atuando diretamente no desenvolvimento cognitivo.

Como as Teaching Stories não fazem parte dos padrões de associações comportamentais, as crianças conseguem desenvolver mais flexibilidade na hora de solucionar problemas e lidar com situações em que não estão acostumadas a viver. Se as crianças tiverem contato com as Teaching Stories, elas poderão se tornar adultos mais preparados para o inesperado e mais perceptíveis em relação à inteligência emocional e a si mesmas.

A eficácia das Teaching Stories no cérebro das pessoas está baseada em estudos. Um dos pesquisadores sobre o assunto foi o psicólogo e autor Robert Ornstein. Muitas destas histórias que Robert Ornstein pesquisou foram publicadas pelo também professor, autor e pesquisador inglês Idries Shah.

Você pode conferir as Teaching Stories publicadas por Idries Shah no site da Fundação Idries Shah. Além das histórias, há uma grande variedade de livros, aulas em áudio e textos sobre crianças, literatura infantil, psicologia infantil e psicologia em geral. Vale a pena conferir!

:: Confira também: Por que a leitura é tão importante? ::