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Rimas na alfabetização: conheça os benefícios

A infância é marcada por grandes descobertas e uma delas é a alfabetização. Por meio da escrita e da leitura, as crianças passam a explorar um mundo até então desconhecido por elas.   

Esse processo pode acontecer com o apoio de métodos lúdicos que envolvem músicas, poemas e as rimas. Para estimular a fase de alfabetização, esses métodos são utilizados por muitos terapeutas e profissionais da educação, e apresentam resultados positivos na aprendizagem e desenvolvimento cognitivo

Este artigo publicado em 2014 pela Frontiers in Psychology, um periódico que publica pesquisas rigorosamente revisadas por pares nas ciências psicológicas e da pesquisa clínica, afirma que as rimas podem ser especialmente facilitadoras para a aprendizagem do vocabulário por causa da maneira como elas podem apoiar previsões ativas sobre as palavras que se seguem.

Em dois experimentos, foram testadas se as rimas, quando usadas para ajudar as crianças a antecipar novas palavras, tornaria essas palavras mais fáceis de aprender. As crianças as quais foram expostas as rimas mostraram maior aprendizado de novos nomes na condição de rima preditiva nas comparações entre as crianças que não o foram. 

A hipótese dos pesquisadores é que o desenvolvimento dessas palavras novas e sua previsibilidade incentiva um maior envolvimento com elas por parte da criança. Uma criança pode não ser capaz de prever o nome exato de um nova palavra na primeira leitura de uma história, mas quando o novo nome vier no final da estrofe, a criança pode ser mais capaz de antecipar que algo está chegando, que vai soar como as terminações das linhas anteriores da história ou música. Essa antecipação pode encorajar a atenção, estimulando o aprendizado. 

:: Leia também: Por que a leitura é tão importante? ::

Tudo no seu tempo e no seu jeito 

O processo de aprendizagem que envolve a alfabetização é muito subjetivo e cada criança tem o seu próprio ritmo nesse percurso.  

Conversamos com a fonoaudióloga Manuella Barcelos, que atua no Núcleo Desenvolver do Hospital Universitário da UFSC desde 2010 e trabalha com uma equipe interdisciplinar de atendimento a crianças com queixas de dificuldade de aprendizagem sobre estes processos. 

Segundo ela, alfabetizar, ou seja, aprender a ler e a escrever, envolve dois processamentos cerebrais que a criança já tem bem desenvolvido antes mesmo de entrar na escola. Uma delas é a parte da linguagem, que a criança já traz recursos e aparatos na idade da alfabetização, e o outro é o processamento visual.

A escola faz uma conexão entre essas duas áreas, apresentando esse novo universo das letras. Quando a criança aprende com base nessa questão, é essencial pensar que existe uma forma de ensinar que é a mais adequada para ela, que promove a alfabetização de uma maneira mais fácil e, nesse sentido, as rimas são ótimas aliadas

A consciência fonológica na alfabetização

“Consciência fonológica acontece quando a criança passa a manipular os sons da fala de forma consciente. Ela vai saber que a nossa fala pode ser dividida em unidades menores que são as palavras, em unidades ainda menores que são as sílabas, e unidades bem pequenas, que são os fonemas. Para a alfabetização acontecer, é importante que a criança aprenda esses pré-requisitos, e por meio de um método fônico é possível que ela alcance a alfabetização com mais facilidade”, relata a fonoaudióloga. 

Manuella utiliza as rimas no processo de alfabetização com as crianças que ela trabalha.  “O processo de alfabetização envolve a consciência fonológica. Dentro da consciência fonológica existe a rima, um dos primeiros sinais dessa consciência, que é quando a criança começa a perceber o final igual das palavras de mesma tonicidade. Além da rima existe a aliteração e, por meio dela, a criança percebe que o começo também pode ser igual, por exemplo: cobra e copo”, conta.

A rima é um dos primeiros sinais de consciência fonológica e vemos isso desde a educação infantil. O seu uso é muito importante. Eu utilizo no meu trabalho, principalmente com crianças que possuem dificuldade de aprendizagem e transtornos de aprendizagem como dislexia, ortografia ou crianças que tenham transtorno do processamento auditivo. Ela é fantástica no processo de alfabetização. É preciso estimularmos a consciência fonológica, mas é mais importante ainda estimularmos isso na educação infantil, antes mesmo de começar a alfabetização propriamente dita”, explica.  

As rimas como instrumento do desenvolvimento de habilidades

A pesquisadora canadense Ginger Muller, que possui mestrado pela University of British Columbia, desenvolveu trabalhos durante 20 anos usando rimas e canções em diversos programas de educação infantil em Vancouver, no Canadá. 

No seu trabalho, ela contextualiza rimas específicas dentro de domínios definidos pelo Instrumento de Desenvolvimento Inicial: saúde física e bem-estar, linguagem e desenvolvimento cognitivo, habilidades de comunicação e conhecimentos gerais, competência social e maturidade emocional. Dessa maneira, ela mostra como as rimas podem ser praticadas de forma eficaz com crianças de diferentes idades e os seus benefícios para essas habilidades

Neste artigo escrito pela pesquisadora, ela mostra que as crianças aprendem bem em ambientes ricos em linguagem, alegria e diversão. Ginger apresenta canções que podem auxiliar no desenvolvimento dessas habilidades, “rimas e canções infantis centenárias, testadas e comprovadas, apoiam o desenvolvimento geral das crianças em termos de significado e formas envolventes”, escreve. 

Utilizar as rimas com as crianças, além de auxiliar no processo da alfabetização, também as aproximam da cultura nacional. Há diversas rimas que contam com elementos da cultura dos estados brasileiros, regiões e também histórias sobre o folclore. Esse contato vai ser enriquecedor para as crianças em diversos sentidos!

Por Débora Nazário

Nota da Editora: Truth and Tales e as rimas

Uma dica muito legal para crianças em fase de alfabetização é o Truth and Tales, o nosso aplicativo original!

Truth and Tales é um app para crianças de 5 a 11 anos com histórias interativas e audiobooks. Todos os contos são rimados, tanto na versão interativa quanto só para ouvir as histórias. Sabendo desse benefício, a Explot, desenvolvedora do app, fez questão de adotar as rimas nas histórias.

Foram feitos testes com crianças mostrando a mesma história rimada e sem rimas. E foi comprovado: além dos benefícios, as crianças se interessaram mais pela versão rimada da história.

Além das rimas, o Truth and Tales também conta com fontes otimizadas para pessoas com dislexia, e com a ferramenta de read along, que funciona como um karaokê, onde as palavras ficam destacadas à medida que o narrador lê. Isso ajuda bastante na alfabetização. Experimente com as crianças!

Apps Freemium x Apps pagos: como os aplicativos ganham dinheiro e como isso afeta as crianças

O mercado de aplicativos está em constante crescimento e mudança, e as crianças são um público importante e muito visado dentro desse meio. Hoje vamos falar sobre as diferenças entre dois modelos de apps que podem fazer toda a diferença no conteúdo e na vida das crianças. São os apps Freemium e Premium (ou pagos)

O que é monetização?

Monetização é a forma que o aplicativo ganha dinheiro. Existe alguns modelos de monetização para aplicativos:

  • Apps pagos: quando você paga pelo app e por todo o conteúdo dele uma única vez. Não têm propagandas.
  • Apps de assinatura: quando você paga periodicamente. Pode ser todo o mês, todo o semestre ou todo o ano. Os aplicativos com esse modelo atualizam e aumentam os conteúdos do app regularmente, lançando coisas novas em que o usuário possa aproveitar na assinatura. Não têm propagandas.
  • Apps freemium: são grátis, mas vendem itens dentro dos aplicativos. Podem ser pacotes de jogos, vidas, livros, efeitos, treinos, etc. Podem ter propagandas.
  • Apps de grandes marcas: muitas marcas disponibilizam seus aplicativos e seus conteúdos de forma 100% gratuita. Quando isso acontece, o aplicativo é, por si só, a publicidade da marca, e por isso não faz sentido esse tipo de app ter propagandas de outras marcas. 
  • Apps 100% grátis: aplicativos que disponibilizam todo o conteúdo de forma gratuita. A monetização acontece através de anúncios dentro do app. Ou seja: tem propagandas a cada fase, vídeo, tantos minutos, etc. É comum que o usuário consiga “pular” o anúncio depois de alguns segundos assistindo a propaganda. 

Lembre-se: nada é de graça na internet. Você pode não ter tirado a carteira do bolso para usar algum app, mas você paga de alguma forma. 

Por que apps grátis não são recomendados para crianças

Os aplicativos infantis gratuitos monetizam através de propagandas. Ainda que os próprios aplicativos conseguem banir alguns tipos de propagandas, erros acontecem. Já vimos anúncios de bebidas alcoólicas em apps infantis que sabíamos que faziam esse controle, por exemplo. 

Crianças só começam a entender o que é uma propaganda por volta dos 8 anos de idade, de acordo com Common Sense Media. Antes disso, elas consomem como se fosse conteúdo normal de entretenimento, ou seja, sem nenhum filtro. 

O anunciantes sabem que quanto mais cedo as crianças aprendem sobre uma marca, maior será a probabilidade de comprar o produto mais tarde (ou de implorar aos pais para comprá-lo). A exposição de crianças às propagandas pode estimular o desejo por estímulos excessivos, uma alimentação nada balanceada e, principalmente, o consumismo.

Aplicativos Freemium

Os aplicativos gratuitos também podem vender itens dentro dos aplicativos. Essa prática é bem comum e pode ser que esse tipo de app tenha ou não anúncios. Eles são chamados de Freemium: uma junção das palavras em inglês free, que significa grátis, e premium, que traz a ideia de qualidade.

Esses apps vendem vidas extras, algum tipo de ajuda para passar de fase, roupas e acessórios para customizar personagens, presentes para dar para outros jogadores, e por aí vai. 

O problema é como essa “venda” é feita. Em muitos apps não fica claro que a compra é de verdade, com dinheiro real, cobrado direto no cartão de crédito dos pais. É comum crianças acharem que é “de brincadeira” e que faz parte do jogo, e compram vários itens, porque a maioria deles não usa nenhum tipo de controle parental, senha, ou bloqueio para que a criança precise dos pais. Neste vídeo, é fácil perceber que uma criança que ainda não é totalmente alfabetizada consegue fazer compras dentro do app sem saber o que isso realmente significa.

Uma outra prática comum neste tipo de aplicativo são as “fases impossíveis”, em que os jogadores que já estão engajados não conseguem nunca passar de fase. Isso acontece de propósito e é “colocado”. E a única forma de passar de fase é comprar itens que ajudam. Essa compra também pode acontecer através de ads, por exemplo: “Assista ao anúncio e ganhe um power up”. 

Loot Box

As loot boxes são um dos itens vendidos dentro desses aplicativos. As loot boxes são caixas surpresas com itens que podem ser usados no jogo. Quando você compra ou ganha uma, não se sabe o que vem dentro. Ou seja: muitas crianças compram as loot boxes na esperança de vir um item raro, mas as chances são mínimas e, na grande maioria das vezes, vem um item comum e mais barato do que a própria loot box.

Essa mecânica é igual às usadas nas máquinas de caça-níqueis em cassinos: elas viciam e estão em jogos populares entre as crianças. 

Existem muitos aplicativos freemium que não têm propagandas, mas eles foram desenhados para que o jogador fique o maior tempo possível dentro do app. Ou seja, o conteúdo que ele entrega é viciante. Mesmo que os usuários não tenham mais vidas, ou que o jogador não consiga passar de fase, o jogo usa mecânicas e artifícios que induzem o usuário a comprar pacotes de vida, ajudas ou até mesmo a assistir um anúncio em troca de uma vida.

Utilização de dados

E se você não identifica nenhuma das opções acima no aplicativo gratuito que seu filho usa, é porque ele recolhe dados. Todos os aplicativos pegam dados dos seus usuários, não se engane. Há duas utilidades dos dados recolhidos em aplicativos: melhorias dentro do próprio app e para melhorar a usabilidade, e utilizar esses dados para marketing. A segunda opção é o que praticamente todos os apps gratuitos fazem com os dados dos usuários. 

Mas o que são esses dados?

Os dados que os aplicativos pegam são quanto tempo você fica no app, onde você clica, quanto tempo fica em cada fase, quais conteúdos do aplicativo que você consome, quais os horários que você usa. Se houver propaganda dentro do aplicativo, também é possível saber quais os tipos de propaganda que você assiste tudo, quais você pula, quanto você fica em cada propaganda, etc. São tantos dados que é difícil de listar todas as possibilidades. 

Depois que toda essa informação é recolhida, algoritmos conseguem fazer um perfil seu: suas preferências, o que você gosta de ver, os horários que você usa o celular, que você faz suas refeições, que você estuda ou trabalha,quando você vai dormir, se você gosta de futebol, quais filmes e séries você assiste na TV, etc.

E tudo isso é vendido para que outras empresas utilizem você como consumidor. O seu perfil é vendido para que empresas mostrem propagandas para você, porque seus interesses combinam com o ´produto vendido.

Isso pode ser bem problemático porque a maioria das pessoas não sabe onde ou para quê seus dados estão sendo usados. Mas o ponto é: crianças não fazem ideia o que isso significa. E por esse motivo, apps infantis são proibidos de utilizar dados de crianças menores de 13 anos.

Na prática

Para burlar esse sistema, muitos apps não se posicionam como infantis para que possam utilizar esses dados, mesmo que saibam que seu público é majoritariamente infantil. Eles “lavam as mãos” e dizem que não é indicado para menores de 13 anos, ainda que toda a linguagem, estética e temática do aplicativo é voltado para crianças. 

Essas empresas usam esses dados para vender propagandas. O que acontece com a criança é que ela é bombardeada de anúncios para ela, baseado nos seus gostos, idade, gênero, preferências de brinquedos, cores, hora de dormir, atividades extra-curriculares, etc. E sabemos que crianças não recebem esses anúncios como adultos, é um conteúdo muito mais violento e perigoso para elas. Além de que praticamente não há nenhum órgão que regule essas propagandas, principalmente aqui no Brasil.

Por que pagar por um aplicativo para meus filhos?

Muitos apps infantis estão mudando a sua estratégia de monetização, onde o usuário precisa fazer a compra do app. Existe dois modelos mais usados hoje em dia: o que você paga pelo app e o que você paga pela assinatura. O que você paga pelo aplicativo unitário,a compra é feita ao baixar o aplicativo na loja de apps. Geralmente você só paga uma única vez e todos os conteúdos estão disponíveis, mas não há novos conteúdos, apenas atualizações para resolver possíveis bugs. 

Quando o app é assinatura, você faz o download do app de graça e é só dentro do aplicativo que você vai fazer a compra dos conteúdos. Você precisa assinar um dos planos oferecidos para ter acesso. Os planos podem ser  mensais onde você paga todo o mês; semestrais, onde você paga a cada seis meses; ou anuais, onde você paga pelo ano inteiro. A compra é feita depois de senhas, controles parentais e telas “de adulto” que não chamam atenção das crianças, ou seja, é muito difícil que a criança compra uma assinatura sem querer.

Aplicativos de assinatura geralmente oferecem um período de teste para que a criança experimente o app e os pais possam decidir se vale a pena fazer o investimento. Como é um investimento mês a mês, apps de assinatura geralmente oferecem novos conteúdos e sempre estão atualizando as novidades dentro do aplicativo. 

Outros benefícios

Esses dois modelos não têm propagandas, ou seja, os dados das crianças não são comercializados. Isso quer dizer que esses aplicativos não pegam os dados dos meus filhos? Não, não quer dizer isso. Esses aplicativos pegam alguns dados que quem usa o app sim, mas esses dados não são vendidos para marketing para que mais propagandas “assertivas” apareçam para o seu filho.

Os apps pagos usam os dados dos usuários para melhorar a experiência dentro do app. Por exemplo: é através desses dados que os desenvolvedores do app identificam um bug, ou quando o botão importante não está comunicando o necessário porque não está sendo usado. Como esses aplicativos não contém anúncios, esses dados não saem dos aplicativos.

Guia Among Us: o que os pais de criança precisam saber sobre o jogo

Provavelmente pelo menos alguma vez durante os últimos meses você já deve ter se deparado com esse nome através de seus filhos, crianças ou amigos, mesmo que não tenha jogado ainda. Recentemente, a consultoria de mercado Sensor Tower publicou um levantamento que revelou que o jogo Among Us foi o mais baixado do mundo no mês de setembro, tanto em Android quanto iOS. 

Existem algumas explicações que podem esclarecer todo esse êxito. A pandemia do Covid-19 teve como uma das consequências o isolamento social em diversos países do mundo. 

Jogos online, nesse sentido, passaram a ser uma opção de entretenimento viável, já que sair de casa para encontrar familiares ou amigos não era o indicado pelos órgãos de saúde.

Mas não é só o uso frequente da internet e o isolamento social que colocaram o Among Us na posição em que o jogo se encontra hoje. São as suas funcionalidades, narrativa e possibilidades que também são atrativas, tanto para jogadores adultos quanto para as crianças. É por isso que vamos explicar um pouco mais sobre o jogo e suas funções. 

O que é o Among Us?

Among Us é um jogo que foi criado em 2018 pelo InnerSloth, um estúdio de jogos dos Estados Unidos. No seu lançamento, apenas a versão para celular foi disponibilizada (Android e iOS) e no final do mesmo ano a versão para PC foi desenvolvida pelos seus criadores. 

Qual é o objetivo do jogo? 

O objetivo do jogo é considerado simples e não é o primeiro a utilizar as premissas que se propõe. O Among Us é um jogo multiplayer, ou seja, você joga obrigatoriamente com outras pessoas, não existe a possibilidade de jogar sozinho. Os jogadores se reúnem em grupos para começar a partida, e em um grupo é necessário que tenham no mínimo 4 e no máximo 10 participantes.

Assim que abre o aplicativo, o jogador tem algumas opções: ele pode criar a sua própria sala e chamar amigos ou familiares para jogar, ou entrar em salas que já foram criadas antes.

Host: se o jogador quiser hospedar uma partida;

Pública: se ele quer jogar em qualquer sala pública; 

Privada: é necessário digitar um código fornecido pelo Host para acessar a partida. 

A partida acontece dentro de uma nave no espaço, onde existe um grupo de tripulantes que tenta sobreviver no espaço. No meio desse grupo há um “impostor”, que tem como objetivo eliminar os outros participantes. O impostor é escolhido de forma aleatória e, dependendo da configuração da partida, um jogo pode ter mais de um impostor.  

Há um custo para jogar Among Us?

Para jogar no celular é gratuito, basta baixar no smartphone. Já a versão Steam (para computador) custa R$ 10,89.

É possível também comprar “skins”, que é a aparência dos personagens. Os preços variam bastante e essa compra pode ser feita na loja que fica dentro do jogo. 

Devemos mencionar também que depois que acabam as partidas na versão gratuita anúncios aparecem na tela do usuário. Já na versão paga não existem anúncios.  

A interpretação de papéis: quem é quem no Among Us?

No Among Us existem dois grupos de personagens: os tripulantes e o impostor (ou os impostores). Cada personagem vai desempenhar uma função específica no jogo.

Impostor: o impostor deve matar os outros tripulantes da nave. Além disso, ele pode interferir em alguns locais da nave e, é claro, ele deve fugir das acusações de que é um impostor. 

Tripulante: o tripulante deve permanecer vivo até a partida terminar. Ele também deve cumprir algumas tarefas e pode acusar aquele ou aqueles participantes que acredita ser impostor

O papel desempenhado por cada personagem é secreto, apenas o próprio jogador sabe quem ele é no início do jogo. 

Assim que o impostor matar algum dos tripulantes, outro tripulante vai acabar encontrando o corpo. Depois disso, ele deve informar aos demais jogadores e dessa maneira começa uma reunião, que é feita através de um chat, localizado no canto superior direito da tela. 

Esse momento é onde os tripulantes irão acusar quem eles acreditam ser o impostor. Depois, cada um pode votar naquele personagem que ele acha que é o culpado. É possível também pular a votação. 

O que acontece depois da votação? 

Quando um jogador recebe a maioria dos votos, ele é expulso do jogo. Caso seja um tripulante, ele vai se tornar um fantasma. Se o jogador expulso for mesmo o impostor, os tripulantes serão os ganhadores da partida

Há também outra maneira de vencer o jogo. Os tripulantes, caso cumpram todas as suas missões antes da maioria ter morrido, vencem o jogo.

Quais os elementos que merecem a atenção dos pais?

Classificação indicativa:

O jogo Among Us não é um jogo infantil e não foi criado para atingir especificamente esse público. A classificação indicativa recomendada na App Store é para crianças acima dos 9 anos de idade, na Google Play é para maiores de 12 anos e no Steam (plataforma onde o jogo é baixado para a versão PC) a classificação indicativa é Livre.

Palavrões no chat:

Dentro do jogo, nas configurações, existe a opção: “censurar bate-papo”. Quando ela estiver ativa, os palavrões que aparecerem no chat serão censurados. Essa opção já vem habilitada logo após o jogo ser baixado, mas pode ser desabilitada a qualquer momento.

Convites para chamada de voz ou vídeo:

Muitos jogadores preferem jogar Among Us enquanto estão conectados a uma plataforma de vídeo ou voz, para que possam conversar ao invés de digitar no chat do jogo.

Em salas públicas é comum que sejam enviados convites para participar de chats fora do jogo. É comum também que se envie números de WhatsApp e perfis nas redes sociais e, quanto a isso, não existe um filtro e nem censura.

Nomes de usuários com conteúdo impróprio:

O jogador deve escolher um nome depois de baixar o jogo para começar a partida. Muitos jogadores adotam nomes impróprios de cunho sexual ou palavrões.

Outras posturas inapropriadas durante o jogo:

Quando um jogador entra em uma sala pública, muitas vezes o dono dessa sala acaba banindo jogadores, sem motivo aparente.

Há também jogadores que usam hacks, ou seja, é inserido ao jogo um menu alternativo ao menu “oficial” que oferece diversas opções, como o jogador ser sempre o impostor, a liberação de acessórios e outras funções. 

Como a experiência do jogo pode ser mais divertida e segura?

A dinâmica criada pelo jogo atrai também os adultos e pode ser uma experiência divertida se os pais jogarem com filhos, por exemplo, ou outros parentes próximos.

A versão para PC torna-se uma opção mais segura, pois tem a funcionalidade de banir jogadores que tiverem condutas impróprias. A criação de uma sala privada, mesmo no aplicativo gratuito, também é uma boa alternativa, já que só entra nela quem sabe o código da partida.

Nesse caso, a orientação também é uma ótima aliada. É fundamental conversar com as crianças sobre os riscos de se oferecer informações particulares para quem não conhecem, ou participar de chats aos quais elas não sabem quem está participando.

Na última semana, a partir da quinta-feira passada, diversos jogadores relataram que a plataforma do jogo foi alvo de ataques de spam. 

Foram enviadas ao chat do jogo mensagens convidando jogadores a se inscreverem em canais do Youtube e Discord e também ameaças para aqueles que não o fizessem. Conteúdos relacionados a reeleição de Donald Trump dos EUA também foram enviados pelos hackers. 

Os desenvolvedores do jogo liberaram uma atualização que acabou não resolvendo o problema e, por isso, indicaram que salas privadas seriam a opção mais segura no momento. 

Esse ataque expressivo levantou discussões nas redes sociais sobre a segurança do jogo e a proteção dos dados dos seus jogadores.

Débora Nazário

Nota do editor

Among Us está bem popular e proibir que as crianças joguem o “joguinho do momento” vai causar bastante frustração. No artigo, entendemos como o jogo funciona, a idade recomendada, vimos os principais perigos para crianças e algumas soluções. 

Por isso, nossa indicação é: seus filhos querem jogar? Jogue com eles, esteja junto para cuidar e, se você ver algo que não se encaixa com o que você quer expor seus filhos, aí vocês acabam a brincadeira. É importante conversar com as crianças para que elas entendam o motivo pelo qual você faz isso. 

PS: o jogo contém ilustrações e gráficos com sangue e morte dos personagens.

:: Veja também: Guia ROBLOX completo para pais e mães ::

Mindfulness: uma saída para o stress das redes sociais

É difícil de imaginar uma vida sem redes sociais. Nos conectarmos com nossos amigos, saber o que está acontecendo pelo mundo em tempo real e, claro, se entreter, se tornou essencial. Nós mal lembramos (se formos velhos o suficiente para isso) como nós mantemos contato se não for desta forma. Mas o número de adolescentes e jovens adultos que acham que as redes sociais podem ser uma fonte de stress só aumenta, e o mindfulness pode ser uma solução para esse problema.

(Tradução do artigo Managing Social Media Stress With Mindfulness de Rachel Ehmke publicado no Child Mind Institute)

O que nós ouvimos muito, especialmente de adolescentes, é que eles ficam vendo perfis de outras pessoas e, consciente ou inconscientemente, constantemente se comparando com elas. As pessoas tendem a postar seus pontos positivos — o cabelo perfeito, os amigos perfeitos, a selfie perfeita antes de malhar — além de muitos acharem divertido ficar rolando o feed dos outros.

Isso pode, porém, machucar a auto-estima quando sua vida não está tão perfeita quanto a de outras pessoas parece estar. Isso pode fazer com que você comece a super analisar a sua performance no seu próprio perfil nas redes sociais, contar quantos likes você recebeu no último post e se esforçar para parecer perfeito sem esforço, independente de como você está se sentindo.

O que é FoMO- Fear of Missing Out

Ao mesmo tempo, as crianças estão falando tanto sobre o “medo de perder alguma coisa” que já tem até acrônimo para isso. Em inglês, o “medo de perder alguma coisa” é Fear of Missing Out, também conhecida como FoMO. Rede social é a melhor e pior amiga do FoMO.

As redes sociais podem ser ótimas porque você consegue se manter conectado com tudo, de todos os lugares que estiver. Mas como sempre tem alguma novidade, você nunca tem a sensação de que viu tudo o que tinha para ver para poder tirar um descanso.

Nota do editor: FoMO é o acrônimo de Fear of Missing Out, que significa “medo de perder alguma coisa”. Foi citado pela primeira vez em 2000 e foi definido como medo que outras pessoas tenham boas experiência que você não tem.

Esse medo incentiva as pessoas a ficarem sempre conectadas para compartilhar o que você faz e sempre saber das novidades e o que está acontecendo.

Basicamente: é a angústia que você sente quando está em casa jogado no sofá rolando o feed e vê que seus amigos, influencers ou qualquer pessoa que você acompanha nas redes sociais estão fazendo coisas incríveis enquanto você não está fazendo…nada.

Permaneça conectado

Quando tudo e todos estão online, às vezes é a prova que, de fato, você está perdendo alguma coisa. Quando você vê seus amigos saindo sem você, é ruim. Ver um/a ex começando um novo relacionamento machuca.

Se utilizar as redes sociais está causando stress, o conselho mais comum é parar de usar. Mas apesar de ser um bom conselho, não é muito realístico, especialmente para adolescentes, que passam muito tempo socializando online.

Esse adolescente socializando é mais importante do que parece. Adolescentes estão tentando achar seu lugar no mundo, e é comum que eles comecem a descobrir suas identidades através de seus relacionamentos.

Não é do interesse deles parar totalmente de usar redes sociais, mas achar um caminho para ter relacionamentos saudáveis e uma auto-estima saudável utilizando redes sociais, pode interessá-los.

Parece bom? Aprenda como praticar o mindfulness.

O que é mindfulness?

Mindfulness, em sua tradução, significa atenção plena, e é a técnica de viver o momento sem julgamentos. Ajuda a ficar mais atento ao que está acontecendo ao seu redor e a como você se sente. Tirar um momento para desacelerar e notar esses detalhes ajuda a regular suas emoções e o nível de stress. Ela também estabelece um nível de reflexão e autoconsciência que as pessoas geralmente não têm quando estão nas redes sociais.

Mindfulness não é somente para dar um passeio no parque ou assistir ao pôr-do-sol. Se for aplicada à própria experiência de redes sociais, diz Jil Emanuele, PhD,psicóloga e especialista em Mindfulness do Child Mind Institute, ela pode ajudar as crianças a gerenciar a emoção gerada por todas essas informações que recebem quando estão online. Para tornar as experiências online (e offline) mais felizes, Dra. Emanuele recomenda as estratégias com mindfulness a seguir:

Mindfulness: Verifique você mesmo

Trabalhe em estar mais consciente sobre você mesmo, e priorize como você se sente e o que você pensa quando usa as redes sociais. “O estereótipo de usar redes sociais é só rolar e rolar e rolar o feed, sem pensar realmente no impacto que isso tem sobre você”, fala Dra. Emanuele.

Dra. Emanuele recomenda perguntar a si mesmo: Como eu estou agora? Como eu me sinto com esse app? Como eu me sinto com essa foto ou imagem? Tente atentar às mudanças de humor e veja se percebe algum padrão.

Está tudo bem se você perceber que as emoções que você tem são negativas. Tente não julgar como você se sente, mas reconheça e sinta a emoção. Reconhecer quando você sente inveja ou triste pode ser poderoso porque ajuda a processar a emoção — sem se deixar levar por ela — e até a eliminar parte do sofrimento.

Mindfull: verificação consciente da realidade

Se você se sente mal por alguma coisa constantemente, praticar mindfulness (ou atenção plena) pode ajudá-lo a identificar isso; depois, se perguntar por que,e se há algo que você possa fazer que ajude a situação. Tirar um tempo para perceber e valorizar como você se sente é uma habilidade importante que o deixará mais feliz e mais confiante em todas as áreas da sua vida, não somente online.

Mindfulness também pode te dar uma verificação da realidade. Por exemplo, é comum que pessoas usem as redes sociais como forma de se animar quando estão desanimadas ou entediadas. Seguindo essa lógica, se você está se sentindo mal consigo mesmo, a tendência é você postar alguma coisa que fiz totalmente o contrário, como uma selfie bonita ou ou foto com seus amigos incríveis porque, às vezes, projetar algo diferente e receber elogios online pode tirar você do pânico.

Em contrapartida, a sensação é passageira e você pode sentir que está enganando todo mundo. Se você perceber que está se sentindo pior do que já estava,saiba que isso não é incomum e procure maneiras mais confiáveis e efetivas de melhorar seu estado.

Use tecnologia

Usar a tecnologia para controlar o uso da própria tecnologia é outra estratégia que Dra. Emanuele recomenda, já que existem apps que são projetados para ajudar a acompanhar a forma como você usa o celular.

“Faça uma experiência para ver quanto tempo você gasta com certas coisas”, diz Dra. Emanuele. “Quando você está nisso, o que você realmente faz? Quais são suas emoções?”

Os aplicativos e diários de humor também te lembram para você reservar um tempo.

Eles também criam um registro de como você esteve se sentindo, onde você pode revisitar depois de acontecido. A coleta de dados sobre como você usa a tecnologia e como ela te afeta pode ajudar a perceber padrões e, se necessário, desenvolver melhores hábitos. Ver os dados pode ser surpreendente já que muitas vezes não tomamos conhecimento de quanto tempo gastamos quando começamos a “rolar” o feed.

Fique offline

A melhor maneira de ter outra perspectiva é dar pausas ocasionais das redes sociais. Comece a fazer ioga, saia para correr, passe um tempo — pessoalmente — com seus amigos, saia para curtir a natureza. Seja lá o que for, fazer coisas na vida real pode ser um grande alívio do stress e faz você se sentir melhor em relação a você mesmo, numa forma que rolar o feed nunca vai fazer.

Tente estar mais consciente em relação a você mesmo durante outras atividades. Percebe como você se sente no momento em que você está ativo, e perceba o que é divertido para você. Você pode se surpreender e é provável que você ache a experiência bastante viciante, também.

Por que nossos produtos respeitam os direitos das crianças?

A cada produto novo, pensamos cada vez mais sobre o impacto que o produtor terá na vida das crianças e dos pais. A qualidade, segurança e o propósito do produto são os carros-chefe que puxam outros requisitos, como usabilidade e diversão, por exemplo.

Por isso, compartilhamos aqui o Guia de Direitos das Crianças para Desenvolvedores e Designers, onde traz reflexões e direciona profissionais a melhorarem seus produtos e serviços pensando no melhor que possam oferecer a uma criança, com respeito e responsabilidade. A Explot já têm alguns desses princípios enraizados na empresa, nos funcionários e em suas ideias, e buscamos melhorar cada vez mais adotando as sugestões do guia.

O Designing for Children’s Rights Guide é um guia para desenvolvedores de produtos e serviços crianças criado para o bem-estar das crianças. O material foi criado por mais de 70 profissionais – incluindo designers, desenvolvedores, neurocientistas, psicólogos, especialistas da área da saúde, educadores e experts em direito da criança – num evento colaborativo de 48 horas em Helsinki, Finlândia, em janeiro de 2018.

O objetivo do guia é aperfeiçoar um novo padrão de design e negócios e direcionar o desenvolvimento de produtos e serviços para que tenham enraizados em seus projetos a ética e a busca pela melhor experiência que uma criança pode ter.

INTRODUÇÃO

Apoiando o bem-estar e o desenvolvimento cognitivo e emocional saudável

Queremos que as crianças tenham as melhores oportunidades ao longo da vida. Produtos digitais têm o potencial de melhorar o desenvolvimento infantil e o bem-estar apoiando o processo natural pelos quais as crianças passam.

Questões como desenvolvimento cognitivo e físico precisam ser fortemente consideradas em um contexto de desenvolvimento e mudança de evidências sobre o impacto em que a exposição à mídia digital tem sobre essas questões. Além disso, o papel da família e o efeito da experiência digital no mundo da criança devem ser levados em conta quando o produto ou serviço é projetado para o melhor interesse das crianças.

Reunimos os princípios para ajudar a orientar designers, desenvolvedores e criadores de produtos, serviços e conteúdo para crianças.

Incentivando a autoexpressão, criatividade, aprendizagem e diversão

Crianças são experts em suas próprias vidas e, ao compreender suas perspectivas, problemas e aspirações, somos mais capazes de criar melhores experiências e produtos que atendam às suas necessidades. Devemos nos esforçar para trabalhar ao lado de crianças, para aprender e focar no que elas mais têm interesse.

Para incentivar o conteúdo rico e ético para a autoexpressão, criatividade e diversão:

  1. Comunique-se de forma adequada para a idade, bem como tradução de idiomas
  2. Sempre considere os benefícios e desvantagens do analógico e do digital no desenvolvimento do projeto
  3. Leve em conta os estágios de desenvolvimento incluindo questões como desenvolvimento cognitivo-emocional, social e físico, e crie pesquisas e projetos adequados à idade.

Juntamente com o processo de design, o designer deve manter algumas reflexões em mente e levantar questões como:

“Qual é o papel do designer?”

“Quanto controle as crianças como participantes têm sobre o processo?”

“Qual é a contribuição do designer?”

“O que os participantes recebem em troca”?

Educando a criança como um ser social e cidadão

Vamos desenhar o futuro juntos. Esse futuro reconhece as crianças como pessoas de amanhã e de hoje, por isso, elas devem estar no centro do processo de criação.

As crianças têm o direito de participar e influenciar no desenvolvimento de produtos e serviços que respeitam sua identidade e diversidade.

A participação empodera e protege as crianças, educando-as a serem cidadão e seres sociáveis e promovendo um espaço construtivo que permite a atuação delas.

O design tem a missão de moldar um futuro juntos e criar oportunidades para o impacto positivo. Vamos começar agora.

Garantindo segurança e privacidade

3 fatos simples:

  1. Quase todos os serviços, online e offline, podem ser usados e são usados por crianças. Crianças devem ser consideradas como um público-alvo em todos os processos de desenvolvimento.
  2. Desenvolvedores precisam incluir medidas de privacidade e segurança para todos os usuários, principalmente crianças, nos quatro estágios do ciclo de vida de um produto: Criação, desenvolvimento e período de teste; Descoberta e inscrição de usuário; Uso contínuo do usuário e crise de usuário; Saída do usuário e morte do produto
  3. Desenvolvedores precisam assumir a responsabilidade de incluir crianças no processo de desenvolvimento de seus produtos. Não pode assumir que outra pessoa ou organização fará isso.

PRINCÍPIOS

Todos podem usar

Preciso de um produto que não discrimine características como gênero, idade, habilidade, idioma, etnia e status sócio-econômico. Apoie a diversidade em todos os os aspectos nas práticas de criação e negócios da sua empresa (incluindo publicidade). Tenha em mente que eu possa utilizar o seu produto de maneiras não intencionais e que pode ser que eu use seu produto mesmo que ele não tenha sido feito para mim.

Link para U.N children’s right: NON-DISCRIMINATION

Me dê espaço para explorar e apoie meu crescimento

Eu preciso experimentar, arriscar e aprender com meus erros. Quando houver erros, dê suporte para que eu mesmo/a conserte, ou com a ajuda de um adulto. Encoraje minha curiosidade, mas considere minhas capacidades baseado na idade e no desenvolvimento. Preciso de apoio para adquirir novas habilidades e que me encoraje com desafios dirigidos por mim mesmo/a.

Tenho propósito, então, dê importância à minha influência

Me ajude a perceber o meu valor e o meu lugar no mundo. Preciso de espaço para construir e expressar a forte percepção de mim mesmo/a. Você pode me ajudar a fazer isso me envolvendo no seu produto ou serviço como alguém que contribui (não apenas como um consumidor). Quero experiências que tenham significado para mim.

Me ofereça algo seguro e me mantenha protegido

Certifique-se de que seu produto é seguro para que eu use e não espere que terceiros irão garantir minha segurança. Preciso de um caminho guiado ou um “salva vidas” para me dizer quando algo é perigoso e me informar de como permanecer seguro. Me dê ferramentas para me distanciar daqueles que eu não quer ter contato, facilitando o bloqueio de conteúdos e contatos indesejados. Não me exponha a conteúdos indesejados, inapropriados ou ilegais. Me forneça um modelo de comportamento saudável. Certifique-se que os responsáveis por mim tenham informações necessárias para que compreendam tudo isso, assim como sua importância.

Não utilize meus dados de forma indevida

Me ajude a manter controle sobre os meus dados, me dando opções em relação a quais dados quero compartilhar, para quais fins e como meus dados serão usados. Não colete nada além do que você precise, não monetize meus dados pessoais e não entregue-os a terceiros. Preocupe-se comigo respeitando meus dados.

Crie um espaço para brincar, incluindo uma opção para relaxar

Quando você usar seu produto ou serviço, considere diferentes visões, estados de espírito, e contextos das brincadeiras. Sou ativo/a, curioso/a e criativo/a, mas me oriente a fazer uma pausa e não esqueça de me oferecer um espaço para respirar.

Promova o tempo interativo e o tempo passivo e me encoraje a fazer pausas. Torne mais fácil definir meus próprios limites e me ajude a desenvolvê-los e transformá-los à medida que o meu entendimento sobre o mundo ao meu redor cresce.

Me encoraje a ser mais ativo e a brincar com outras pessoas

Meu bem-estar, vida social, minhas brincadeiras, criatividade, auto-expressão e aprendizado podem ser aprimorados quando eu colaboro e compartilho essas experiências com outras pessoas.

Ofereça-me experiências que me ajudam a construir relacionamentos e habilidades sociais com meus colegas e com a comunidade em que eu estou inserido/a, e me forneça ferramentas para me distanciar daquele que eu não quero ter contato.

Incentive a igualdade em seus produtos e serviços não destacando as diferenças que podem ser usadas para discriminar outras pessoas, como número de amigos e curtidas.

Ajude-me a reconhecer e entender atividades comerciais, principalmente as propagandas

Identifique, marque ou aponte a publicidade de forma explícita para que eu não confunda com outras informações. Indique de forma transparente quando as ações do seu produto ou serviço precisa que eu faça download de conteúdos ou quando precisa que eu me comprometa com o uso exclusivo do seu produto. Certifique-se de que eu entendi completamente todas as opções de compras antes de pagar por elas no seu produto ou serviço.

Use uma comunicação que seja próxima da minha linguagem

Tenha certeza de que eu entendi todas as informações relevantes que têm algum impacto em mim. Considere todas as formas de comunicação (visual, áudio, etc) e torne acessível para todos. Lembre-se que idade, habilidade, cultura e idioma impactam na minha compreensão.

Você não me conhece, então tenha certeza de que você me incluiu

Você deveria passar algum tempo comigo quando projetar um produto ou serviço que pode ser que eu use. Meus amigos, pais e parentes, professores e a comunidade em que eu estou inserido/a também se importam com o seu produto ou serviço, então também os inclua no processo. Nós temos ótimas ideias que podem te ajudar. Também certifique-se de falar com pessoas que são experts nas minhas necessidades.

Guia Roblox completo para pais e mães

Roblox é um dos jogos do momento no mundo das crianças. Por isso, traduzimos o material que o Common Sense Media compartilhou para que os pais possam entender melhor o que é o Roblox e como deixar que seus filhos aproveitem essa plataforma online de maneira segura.

Roblox é uma plataforma de jogos online, e está fazendo bastante sucesso, da mesma forma que causa polêmica. A plataforma do Roblox oferece uma ferramenta sofisticada de desenvolvimento de games onde os usuários podem jogar ao mesmo tempo com muita variedade de jogos, criatividade, competição e socialização: quase tudo isso de graça.

O potencial de ser uma ferramenta de aprendizado é semelhante ao Minecraft. Como o conteúdo do Roblox é gerado pelos próprios usuários, as crianças podem ser expostas a uma variedade enorme de materiais. Muito desses materiais são adequados para pré-adolescentes e adolescentes. Parte deles é apenas irritante, com propagandas incessantes para comprar o “robux”, a moeda do Roblox. E uma parte desse material é muito preocupante, como o comportamento predatório e fóruns com conteúdo sexual explícito.

No entanto, com atenção e cuidado aos sinais de alerta, configurações de privacidade e outras precauções de segurança, as crianças podem ter uma experiência rica e emocionante jogando Roblox. Mas para isso, a sua compreensão de como isso funciona e como seus filhos podem usá-lo com segurança é fundamental.

O que é Roblox?

Roblox é uma plataforma de jogos online onde você pode jogar os jogos que outros usuários desenvolveram ou criar e compartilhar seus próprios jogos usando a ferramenta de desenvolvimento de jogos do Roblox. Quando você se inscreve na plataforma, você pode jogar uma infinidade de jogos, construir e compartilhar suas criações e bater papo com outros usuários no chat do Roblox – tudo isso de graça. Se seus filhos levarem o Roblox a sério, eles precisarão do Robux, a moeda do Roblox, e provavelmente vão querer se inscrever no Builders Club, que oferece recursos adicionais por uma taxa de associação.

Como o Roblox funciona?

O Roblox oferece dois modos: jogar e criar os jogos. Após se registrar na plataforma, o usuário tem acesso irrestrito a ambos os modos (apesar de que a maioria das crianças está lá só para jogar).

O usuário pode escolher dentro de uma infinidade de jogos, desafios criativos e divertidos em várias categorias, desde jogos de tiro a mistérios de assassinatos, esportes e jogos de luta. Infelizmente não é possível procurar os jogos por categoria ou gênero, então encontrar algo que você gosta é um processo de tentativa e erro.

Você também pode baixar o Roblox Studio e trabalhar na construção de seus próprios jogos. A jogabilidade não é nivelada, mas os jogos dos bons jogadores tendem a aparecer no topo do feed. Alguns desenvolvedores amadores usam o Roblox como portfólio. Para as crianças que estão interessadas em criar seus próprios jogos, Roblox oferece muitas instruções, uma enciclopédia e muitos jogadores prontos para ajudar.

Os criadores podem monetizar seus jogos para gerar receita, tanto cobrando para jogar os jogos quanto oferecendo compras no jogo, necessárias conforme o uso – geralmente necessárias para progredir no jogo.

Qual a idade apropriada para o Roblox?

O Roblox não especifica uma idade mínima para utilizar a plataforma. Usuários de qualquer idade podem jogar, criar jogos, entrar em chats e interagir com outros jogadores. A empresa se baseou na teoria construtivista, que promove os benefícios educacionais da curiosidade, do design e da construção e, na teoria, é apropriado para que qualquer pessoa possa utilizar a plataforma e tudo o que ela oferece.

Mas na prática, essa abordagem aberta pode apresentar alguns riscos para crianças, especialmente para as mais novas. Embora o Roblox já tenha algumas precauções de segurança, as crianças continuam sendo alvo para pessoas com más intenções.

Apesar dessa questão, o Common Sense Media classifica como OK para usuários maiores de 10 anos. Insistimos que os pais ajudem as crianças a se protegerem ativando as configurações de privacidade, ensinando como reconhecer os métodos usados pelos predadores para ganhar a confiança de crianças, mostrando para as crianças como denunciar comportamentos inadequados e a bloquear usuários.

:: Leia também: Guia completo de Among Us ::

O Roblox tem controle parental?

O Roblox oferece contas de controle que permite que os pais restrinjam como as crianças podem interagir na plataforma. Você pode controlar se outros usuários podem entrar em contato com seus filhos, quem pode enviar mensagens para eles, quem pode conversar com eles e restringir algumas outras coisas nas configurações de contato.

Para ativar essas notificações, você adiciona o seu endereço de e-mail na conta do seu/sua filho/a e cria uma senha que impede que as crianças alterem as configurações de volta. As contas de controle são opcionais: crianças de qualquer idade podem criar contas no Roblox sem restrições parentais. Nas contas de crianças menores de 13 anos, o Roblox automaticamente define configurações de segurança mais rigorosas, mas uma criança pode alterá-la se não houver a senha dos pais.

O Roblox tem chat de conversa? É seguro?

Roblox encoraja que os usuários interajam pela função Chat & Party. Todos os chats são filtrados, ou seja, linguagem inapropriada é trocada por hashtags. As conversas nos chats de usuários menores de 13 anos são mais filtradas. Roblox também tem pessoas que ficam monitorando a linguagem e o conteúdo dos chats.

Predadores Sexuais são um grande problema no Roblox?

Existem predadores sexuais no Roblox assim como em qualquer outra grande rede social. Consideramos “predadores sexuais” qualquer pessoa que tem intenção de coagir sexualmente outra pessoa. Os predadores se aproveitam do bate-papo fácil e acessível do Roblox para atingir suas vítimas.

Para ter noção do quão fácil é entrar no bate-papo do Roblox: tudo o que você precisa fazer é se inscrever no Roblox para começar a conversar, e a janela Chat & Party aparece em quase todas as páginas do site. Roblox utiliza pessoas e robôs para monitorar para expulsar pessoas que violam os termos de uso da plataforma, mas eles aparecem ocasionalmente.

Para evitar que um predador entre em contato e para jogar de forma mais segura possível, as crianças devem ativar as configurações de contato mais restritivas (encontradas na página de configurações de privacidade). Você pode impedir que qualquer pessoa entre em contato com você ou com seu/sua filho/a desative totalmente o bate-papo ou limite interações para apenas amigos.

É necessário que oriente as crianças para que não conversem com pessoas que não conheçam, a menos que possam verificar se realmente são amigos, ou amigos de amigos, na vida real, e para que não aceitem mensagens privadas de ninguém que não conheçam. Oriente-os para que nunca divulguem informações pessoais, que confiem em seus instintos se alguém os colocarem numa situação desconfortável, e que nunca mudem a conversa para outra plataforma ou rede social.

O que são os “ODers” do Roblox?

OD é a abreviação de Online Dater, que significa “namorador online”. São pessoas que estão nas redes sociais e chats de todos os tipos, inclusive do Roblox, para marcar encontros românticos. Há jogos no Roblox criados especificamente para ODers. Roblox não explicita que ODers são proibidos na plataforma, e ODers não necessariamente atacam crianças (eles podem estar à procura de outros ODers). As pessoas que monitoram os chats do Roblox procuram por conversas e conteúdos inapropriados, já que as regras da plataforma proíbem o bate-papo de cunho sexual.

Há também o tipo de ODers: pessoas que querem apenas fazer amizades. O que acontece é que muitas vezes essas pessoas só se aproximam e ficam amigos dos usuários para conquistar a confiança e fazer com que esses usuários doem Robux.

Se o/a seu/sua filho/a quiser usar o Roblox, é essencial que você analise e revise questões de segurança online com a criança, como identificar possíveis predadores, denunciar e bloquear usuários, e como identificar comportamentos que predadores usam para fazer com que as vítimas confiem neles.

:: Você também pode se interessar por: Apps Freemium x Apps pagos: como os aplicativos ganham dinheiro e como isso afeta as crianças ::

O que é Robux?

Robux é a moeda do Roblox. Você pode usar para comprar uma série de coisas, como roupas e animações especiais para seu avatar, habilidades em jogos, armas e outros objetos. Há diferentes jeitos de conseguir Robux: você pode comprá-los, obtê-los como parte de sua assinatura (que você pagaria), negociar ou ganhar de outra pessoa que tenha. Você também pode ganhar cobrando dos usuários que jogam os jogos ou cobrando por itens em seus jogos que você criou no Roblox.

Como as crianças ficam sabendo do Roblox?

Há muitos vídeos de usuários jogando os jogos do Roblox no YouTube, Twitch, Miniclip e outros canais de vídeos e streaming. Como o Roblox já é bem conhecido e procurado, esses vídeos têm bastante visualizações e acabam sendo recomendados, por exemplo.

Quanto Robux custa?

Roblox usa o modelo Freemium/Premium. Você pode fazer muitas coisas no Roblox sem precisar pagar por nada, como jogar MUITOS jogos ou usar o Roblox Studio game builder para fazer seus próprios jogos. Mas para fazer qualquer coisa além do básico, como animar o seu avatar ou comprar e trocar armas, é preciso de Robux.

A empresa oferece alguns modelos de assinatura no Builders Club, o programa de sócios do Roblox: o ‘clássico’ custa US$5,95 por mês ou US$57,95 por ano; o pacote ‘turbo’ é US$11,95 mensais ou US$85,95 anuais; e o pacote ‘outrageous’, de US$19,95 por mês ou US$129,95 por ano. Você recebe um certo número de Robux por dia, dependendo do pacote que você comprou.

É possível ganhar dinheiro de verdade no Roblox?

Sim, você pode ganhar dinheiro de verdade com o Roblox. Na verdade, criadores dedicados podem ganhar bastante dinheiro. O Roblox oferece alguns modelos diferentes de geração de receita, incluindo cobrar de outros que acessam o jogo que você criou, cobrança de taxas em seu jogo em troca de itens raros pelos quais outros jogadores estão dispostos a pagar. Para monetizar os jogos, o usuário precisa ter mais de 13 anos, ser um membro do pacote outrageous do Builders Club e ter pelo menos 100.000 Robux na sua conta. E então o usuário pode trocar o Robux por dinheiro real. 100,000 Robux vale US$350.

Outras informações que podem ser úteis:

  • Como existe o Robux, a moeda do Roblox, existem usuários mais “ricos” que outros. Quando um usuário acaba de se cadastrar, ele não tem nenhum Robux, por exemplo. Crianças que não têm Robux podem ser alvos fáceis de cyberbullying. Segundo um usuário que comentou na página do artigo do Common Sense Media, vale a pena comprar US$10 de Robux para que a criança consiga comprar itens para customizar seu avatar e evitar que seja alvo de cyberbullying.
  • Se a criança está sendo alvo de cyberbullying nos chats, é possível bloquear o usuário que está xingando ou ofendendo. Feito isso, a criança não consegue ler o que a pessoa digita no chat.
  • Já aconteceu de usuários usarem os avatares para praticar atos impróprios e sexuais dentro do jogo. Caso isso aconteça, denuncie as contas que estão fazendo isso e, se o jogo tiver um chat, denuncie na conversa e escreva seu relato no bate-papo para que os criadores possam ver o seu comentário.

:: Leia também: TikTok: o que você precisa saber sobre a rede social popular entre crianças e adolescentes ::

Guia de redes sociais para mães e pais da era do compartilhamento

As redes sociais estão cada vez mais presentes nas nossas vidas. Compartilhar a rotina, viagens, o que comemos, quem encontramos e o que estamos ouvindo já não é estranho, tanto que existem pessoas que fazem disso seu trabalho e sua fonte de renda. Em meio a tudo isso, alguns cuidados que precisamos ter nas redes sociais passam despercebidos, em especial por pais e pessoas que vivem com crianças.

Apesar da internet proporcionar coisas muito boas, como redes de apoio de mães e pais, por exemplo, há certos comportamentos que precisam ser revistos e questionados. Será que é saudável que uma criança cresça com tantos momentos de sua vida expostos na internet? A principal ferramenta para continuar saudável nas redes sociais é o bom senso.

Compartilhamos aqui uma tradução do guia de redes sociais para mães e pais feito pelo Common Sense Media para facilitar essa auto avaliação.

Pense antes de postar qualquer coisa.

Para você, a imagem do ultrassom do seu bebê pode ser a coisa mais preciosa do mundo. Para o resto do mundo, é só mais um conteúdo. Plataformas de redes sociais rastreiam dados, os seguidores “julgam” o seu post e suas informações podem ser copiadas, compartilhadas, ou usadas de outras formas.

Faça as três perguntas abaixo para determinar se você precisa expor menos o seu post. Se sim, você pode enviar a publicação para pessoas específicas, criar um grupo privado só com convidados, ou ajustar o seu perfil para o modo privado.

  • Como isso fará outras pessoas se sentirem? Talvez seus seguidores já estejam cansados de ver as fotos do seu bebê no feed. Apesar de ser um problema deles, é um parâmetro para saber se você está postando muita coisa do seu filho. Ou eles podem não concordar com a criação do seu bebê ou a forma como você expõe isso na internet, e pode surgir comentários maldosos em suas fotos.
  • Qual o tamanho da minha rede de contatos? Você pode estar conectado com pessoas que você mal conhece, e você não tem garantia de que essas pessoas tenham interesse ou boas intenções em relação à sua família.
  • Meu perfil é público ou privado? Histórias sobre fotos de crianças que caíram em mãos erradas. Por exemplo, fotógrafos que procuram fotos de bebês para vender, ou pessoas mal intencionadas usando imagens de formas incorretas – são um risco crescente. Essas pessoas conseguem esse tipo de conteúdo em perfis abertos.

Evite o “super compartilhamento” (over-sharenting, em inglês)

O que é o super compartilhamento? Fotos de cocô, constantes compartilhamentos de cada risada, lives de momentos íntimos como amamentação, hora do banho ou da fase em que a criança está aprendendo a usar o banheiro. Pense no conteúdo e na frequência com que você posta nas redes sociais.

Saiba quando se consultar com profissionais

É bom receber informações de seus amigos online, ou dicas de maternidade da blogueira que você gosta pelas redes sociais. Mas em relação ao assuntos mais importantes (como alimentação,saúde e segurança, dinheiro e educação, por exemplo), fale com seu pediatra, professor, consultor financeiro, ou até a sua mãe. As coisas com consequências mínimas, como quando colocar sapatos no bebê ou o melhor momento para cortar as unhas é ok para consultar a comunidade online.

Seja cuidadoso com as “pegadas digitais” dos seus filhos

Muitos pais criam contas nas redes sociais para seus bebês com a intenção da criança usar quando já tiver idade suficiente (13 anos, na maioria dos casos). Enquanto pode ser divertido para parentes e amigos próximos terem notícias da criança, o perfil cria uma “pegada digital” que engloba rastreamento de dados, marketing e outros problemas de privacidade. Se você decidir criar um perfil assim para o seu bebê nas redes sociais, tenha certeza de que há o mínimo de informações possível. Deixe o perfil no privado e evite postar fotos que podem deixar a criança envergonhada quando crescer.

Algumas questões para pensar:

  • Você pode adorar as fotos do seu bebê nas redes sociais tomando banho na banheira, mas como ele ou ela vai se sentir em relação a essa foto quando crescer?
  • Crianças e adolescentes podem não gostar que você utilizou seus nomes para criar contas nas redes sociais em consentimento.
  • As plataformas de redes sociais têm como regra usuários maiores de 13 anos porque as empresas usam os dados – basicamente quem seus amigos, onde você clica e o que você acessa na internet – para criar um perfil demográfico, no qual podem vender para empresas de marketing digital, por exemplo. Os dados não são pessoalmente identificado, mas ainda sim, é muito importante saber e considerar que estão acompanhando os movimentos online de seu filho ou filha deste bebê.

Seja prático

Assine um serviço de armazenamento de fotos. Como sabemos que existem muitos pais que usam as redes sociais como um ‘álbum de fotos’, essa é uma boa solução. Plataformas de armazenamento como Flickr, Google Fotos, e até Dropbox ou Google Drive são ótimas para essa função. Você pode compartilhar com quem quiser e até organizar as fotos em pastas. Estas opções oferecem o pacote gratuito, que tem um certo espaço disponível. Se você precisar e quiser ter mais espaço, você tem a opção de comprar mais espaço.

:: Leia também: O que é preciso saber sobre publicidade infantil? ::

Proteja o seu bem-estar

Fique longe de gatilhos. As postagens de blogueiras ou outras pessoas que você segue que parecem ter uma vida perfeita podem te fazer mal, afinal, você pode, sem querer, começar a comparar a sua situação com o que você consome nas redes sociais. Deixe de seguir contas que fazem você se sentir mal.

Altere suas configurações. A maioria das redes sociais permite silenciar contas, na qual as postagens dessa conta não aparecem mais na sua linha do tempo. Você continua tendo acesso, mas só se visitar o perfil da pessoa. Quem teve a conta silenciada não fica sabendo e você pode voltar atrás quando quiser.

Gerencie suas notificações. Quanto mais o celular te chama, mais você tem vontade de olhar as notificações e conferir as novidades, o que pode se tornar cansativo. Você pode desativar totalmente as notificações (recomendamos, principalmente das redes sociais!) ou permitir que receba apenas mais importantes.

Afaste-se. Os impactos das redes sociais ainda não são totalmente compreendidos. Novos pais podem ser mais vulneráveis, e as redes sociais não ajudam no quesito confiança. Se você tiver mais momentos sentindo-se mal do que bem em relação ao mundo online, e compartilhar fotos da sua vida não te faz se sentir melhor, converse com um profissional sobre o que você está passando.

Por que o Truth and Tales ganhou selo de ouro do Mom’s Choice Awards?

Temos o orgulho de anunciar que o Truth and Tales ganhou o selo de ouro no Mom’s Choice Awards!

O Mom’s Choice Awards é uma plataforma que avalia produtos e serviços desenvolvidos para crianças, famílias e educadores. O Mom’s Choice Awards é reconhecido por estabelecer um referencial de excelência em mídia, produtos e serviços voltados para a família. O Mom’s Choice Awards é um programa dos Estados Unidos, mas já avaliou milhares de itens em mais de 55 países.

Os itens são avaliados pelo Mom’s Choice Awards na qualidade de produção, design, valor educacional, valor de entretenimento, originalidade, apelo e custo. Os avaliadores do Mom’s Choice Awards são interessados nos itens que promovem o bem, que são inspiradores, e que auxiliam famílias a crescer emocionalmente, fisicamente e espiritualmente.

Para que o Truth and Tales fosse avaliado como selo de ouro do Mom’s Choice Awards, o app cumpriu com todos os requisitos citados com excelência, mas podemos citar alguns dos destaques.

Quais os diferenciais do Truth and Tales?

O tipo de história

Podemos começar com a qualidade dos livros: a curadoria do Truth and Tales é feita por neurocientistas, médicos e profissionais da educação que participam de congressos e eventos, estando em constante atualização.

Por isso as teaching stories foram selecionadas para o Truth and Tales. Elas contêm importantes elementos que não só ajudam as crianças na alfabetização e no contato com a leitura, mas também auxiliam no crescimento da criança como ser humano consciente.

O Truth and Tales atua no desenvolvimento cognitivo, no equilíbrio emocional com o reconhecimento das emoções, nas habilidades de negociação, além de trabalhar atributos como empatia e percepção.

A narrativa

A narrativa foi pensada para que a criança fosse surpreendida pelos personagens. O vilão que não é malvado, o “erro” que não deu errado, e os adultos que não sabem tudo. Com tantas histórias que trazem essa dicotomia vilão/mocinho, errado/certo, adultos que sabem de tudo/crianças que não sabem nada, os pequenos leitores vão relacionando isso com o que acontece na vida e tomando como verdade. E nosso norte é o equilíbrio, não a polarização.

A sutileza em seus diferentes graus também é um fator importante no Truth and Tales. Os contos são profundos e a percepção vem em ondas – de forma gradual e aos poucos. A criança que leu os contos aos 5 anos terá uma experiência diferente de quando leu depois aos oito, percepções diferentes. As fichas caem aos poucos e de forma bem específica e pessoal de cada pessoa. A necessidade de cada um é muito diferente, e as teaching stories atuam de acordo com elas.

Por dentro do Truth and Tales

O design é, sem dúvidas um ponto forte do Truth and Tales. Além de deslumbrante, foi pensado para uma leitura calma e tranquila, com cores que não super excitam o cérebro das crianças. Tudo isso somado às animações e interações que proporcionam uma experiência rica e divertida.

As mecânicas de jogo também foram muito bem pensadas. Fizemos um livro interativo, onde a criança tem o privilégio de explorar os personagens e o cenário. No começo de cada livro, ensinamos à criança como funciona essa interação de forma que ela nem percebe, e a partir daí, é uma surpresa a cada toque diferente nos cenários do livro. Dar liberdade para que as crianças parem, apreciem, busquem detalhes e coloquem atenção no que estão utilizando foi algo que fizemos questão de trazer para o Truth and Tales.

O Truth and Tales também conta com fonte otimizada para dislexia em todo o app. A ferramenta de karaokê também ajuda com a leitura das crianças que estão em fase de alfabetização. Enquanto a narradora conta a história, as frases aparecem no canto inferior do aplicativo, ficando amarelas quando as palavras são lidas.

Truth and Tales foi concebido e produzido com base nos estudos e pesquisas mais atualizados em relação a games e crianças. O app não foi feito para que as crianças não larguem o celular, afinal, não é recomendado que crianças entre 5 e 7 anos fiquem mais de 1 hora por dia expostas às telas, e entre 8 a 10, 1h30.

O que é preciso saber sobre publicidade infantil?

Cerca de 95% dos aplicativos infantis para crianças menores de 5 anos contém algum tipo de publicidade. O dado é de um estudo publicado no Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics. O estudo foi feito a partir de 135 apps e foi liderado pelo Hospital Infantil CS da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Dos apps estudados, a categoria “Educacional” estava inclusa. Um terço dos apps analisados tinham a experiência interrompida por vídeo ads. Nos apps grátis, ocorreu em mais da metade. Propagandas ou publicidade em banners apareceu em 17% de todos os apps e em 27% dos apps grátis.

Se questione sobre o que seus filhos consomem

Você sabe o que seus filhos estão consumindo nos aplicativos, incluindo as propagandas que aparecem? Ainda que existam filtros onde propagandas violentas não apareçam, você já parou para pensar na quantidade de produtos que são oferecidos para seus filhos?

Como desenvolvedores de aplicativos, sabemos que as empresas precisam lucrar com o produto. Mas precisamos falar sobre coerência. É coerente que um aplicativo que ensina crianças em idade pré-escolar a ler ou a contar deixe seu público exposto à tanta publicidade?

Mães e pais, não vejam somente o conteúdo produzido pelo aplicativo. Analise todo o conteúdo do app, incluindo as propagandas. Se você não concorda com o tipo de publicidade ou a forma como é feita no aplicativo, no canal de televisão ou no canal do YouTube, não continue a consumir. Troque de canal, dê outra alternativa de programa ou aplicativo para seu/sua filho/a utilizar.

Será que sai mais caro pagar por um app sem propagandas, ou deixar as crianças expostas aos ads?

Vamos às contas. Se considerarmos um aplicativo onde as crianças precisam passar de fases, onde uma propaganda é mostrada a cada fase nova ou que a criança repete, e cada fase dura em média 3 minutos. Ao final de 1h de uso, que é o máximo recomendado por médicos para crianças de 2 a 5 anos de idade, a criança teria sido exposta a 20 propagandas. A mesma conta pode ser utilizada para plataformas de compartilhamento de vídeos.

Reflita sobre o assunto: o que você acha do seu/sua filho/a assistir tanta publicidade? Você contava com isso toda a vez que dá o celular ou tablet para que seu/sua filho/a utilize um app ou assista a um vídeo?

Publicidade e novas mídias

Com as redes sociais, youtubers e a vida tecnológica, a publicidade foi conquistando espaço no novo meio de forma diferente ao que funciona na TV. Por causa disso, surgiram vários casos de publicidade velada, apesar de ser ilegal antes mesmo da nova Lei Geral de Proteção de Dados Brasileira, segundo o artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor de 1990.

Publicidade velada é quando uma publicação tem caráter publicitário mas não consta que é uma parceria paga. Isso ocorre em vídeos do YouTube, quando o youtuber falar sobre algum produto de forma sutil no meio do vídeo sem avisar que é publicidade paga.

Vale lembrar que a publicidade velada é proibida para qualquer público alvo. No caso da publicidade infantil é ainda mais sério por que crianças até 9 anos cognitivamente ainda não sabem separar o que é publicidade e o que é conteúdo.

:: TikTok: O que você precisa saber sobre a rede social popular entre crianças e adolescentes ::

Diálogo

Nosso objetivo aqui é conscientizar. Sabemos que o mundo é cheio de propagandas, publicidade e marketing, e que não podemos criar nossos filhos dentro de uma bolha. Mas é preciso pensar na quantidade e na qualidade da publicidade que as crianças consomem para, então, dialogar sobre publicidade e consumismo com elas.

De nada adianta blindar nossos filhos nos primeiros anos da infância para, quando começarem a escola no primeiro ano, se depararem com um mundo de propagandas na rua, na sala de aula, na casa dos amiguinhos, e não saberem o que é ou como lidar com tudo isso.

Quanto menos oferecermos publicidade para crianças, melhor; mas ela está em todo o lugar. Por isso, saiba quais os tipos de propagandas que seus filhos consomem e converse com eles sobre isso. Mais potente que privar, é conscientizar, e o diálogo é a forma mais poderosa de conscientização.

Explot e publicidade infantil no BIG Festival 2019

Luiza Guerreiro, a CEO da Explot, participou de uma mesa no BIG Festival sobre o assunto. A mesa Publicidade Infantil: O que pode e o que não pode no Brasil e na Europa aconteceu dia 29 de junho de 2019. Foi mediada por Vicente Vieira, diretor de negócios da Manifesto Games. Thaís Nascimento Dantas, do Instituto Alana, e Renato Leite Monteiro, da Data Privacy Brasil, que ajudou a compor a Lei Geral de Proteção de Dados Brasileira, também fizeram parte da mesa. Todos trouxeram informações importantes sobre o que mudou com a nova lei e um panorama geral de como a publicidade infantil funciona no Brasil. FOi discutido sobre casos ruins de publicidade infantil, casos que estão no limite da lei, mas que não são vistos com bons olhos, e casos que estão dentro do aceitável.

TikTok: o que você precisa saber sobre a rede social popular entre crianças e adolescentes

Você já ouviu falar no TikTok? O app está em quarto lugar dos apps mais baixados do mundo que não são jogos, segundo Sensor Tower. Conhecido anteriormente como Musical.ly, é um app de rede social de compartilhamento de vídeos, principalmente dublagens, danças, remixes e outros conteúdos envolvendo música e edição de vídeos. TikTok é bem popular entre crianças e adolescentes pelo mundo inteiro. Fizemos um artigo baseado na avaliação do Common Sence Media sobre o TikTok e nos depoimentos de alguns pais.

Dublagens engraçadas, coreografias famosas, desafios, ou apenas cantando as músicas da vez: estes são os tipos de vídeos que os usuários do TikTok disponibilizam em seus perfis. Olhando superficialmente, a ideia de criar uma rede social de compartilhamento de vídeos focado em músicas parece boa, onde os usuários podem interagir momentaneamente através de chats e utilizar filtros stickers, e animações em realidade aumentada.

Na Google Play e na App Store do Brasil, TikTok está recomendado para maiores de 12 anos. O site Common Sense avaliou o app e sua recomendação é que só maiores de 16 anos utilizem. Mas por que?

Exposição

O usuário até pode criar uma conta privada, mas o objetivo do TikTok é o oposto de deixar conteúdo no privado. A quantidade de vídeos de crianças e adolescentes dançando, dublando ou cantando no TikTok é bem grande e está disponível para que qualquer pessoa possa acessar. Nos Estados Unidos, usuários menores de 13 anos não podem postar nenhum tipo de conteúdo.

Coleta de dados

Em fevereiro de 2019, a Musical.ly, empresa dona da TikTok, foi multada nos Estados Unidos em US$5,7 milhões por coletar ilegalmente informações pessoais de crianças. Por causa disso, o app criou uma “Plataforma para Crianças” para usuários menores de 13 anos utilizarem o TikTok de forma que que seus dados sejam coletados e que só possam apenas ver os conteúdos, sem publicar. Essa medida vale apenas para os Estados Unidos. No Brasil, menores de 12 anos podem dar o consentimento para a coleta de dados, desde entendam do que o termo se trata.

Nos outros países, crianças a partir de 12 anos que utilizam o TikTok têm seus dados coletados: informações de contato, conteúdo criado, localização, informações técnicas e comportamentais e até informações compartilhadas em outras redes sociais através do TikTok. O app ainda coleta informações contidas nas mensagens enviadas através da plataforma e, se o usuário permitir acesso, coleta informações da lista de contatos do aparelho. Se o usuário fizer login com alguma rede social, o TikTok terá acesso a todos os dados da outra rede social que o usuário utiliza.

Conteúdo inapropriado

Como o TikTok tem a música como carro-chefe, vídeos com palavrões são bem comuns, já que fazem parte da letra das músicas. Conteúdos sexualizados ou utilizando álcool ou drogas são motivos de críticas de muitos pais: adolescentes e até adultos fazendo coreografias sexualizadas ou imitando os videoclipes geram conteúdos de cunho sexual ou com uso explícito de drogas ou álcool, que atinge tanto os adolescentes que postaram o vídeo quanto crianças menores de 12 anos e adolescentes que visualizam o conteúdo no TikTok.

:: Veja também: Como configurar seu celular para crianças ::

Consumismo

TikTok é uma rede social e, como todas as redes sociais, tem seus influenciadores, pessoas populares que criam conteúdo são seguidos por inúmeros usuários. Esses usuários com grande número de seguidores utilizam produtos “da moda” e influenciam as pessoas que assistem seus vídeos a comprar também. De 5 pontos, o TikTok tem 4 pontos marcados em “Consumismo” no Common Sense Media.

Tempo de uso

Como toda a rede social e forma de entretenimento, os usuários, crianças e adultos, devem tomar cuidado com o tempo que utilizam o app. O TikTok oferece uma ferramenta de limitar o tempo de uso protegido por senha que muda a cada 30 dias, o que fica mais fácil de gerenciar o quanto as crianças ficam no TikTok.

O que eu posso fazer para proteger meus filhos no TikTok?

Uma conversa em família sobre privacidade na internet e nas redes sociais é um bom caminho para começar. Falar sobre quando é adequado compartilhar informações e quais informações manter em privacidade. É recomendável ler as regras, termos de uso e de privacidade do TikTok e Musical.ly para ter certeza de alguns detalhes. Por exemplo, é possível compartilhar um vídeo privado onde só amigos possam assistir?

Antes de baixar o TikTok, conversar em família sobre os conteúdos inadequados para crianças nas músicas, podendo utilizar as mais populares como exemplo. Quais músicas são permitidas? Que tipo de vídeos as crianças podem postar?

Conversem sobre quais músicas seria legal de dublar, ou alguma forma criativa de gravar um vídeo de 15 segundos. Pense em movimentos ou danças que podem combinar com a música. Se envolva e participe, se faça presente.